Na ONU, potências alertam Irã para novas sanções

Por Lou Charbonneau e Parisa Hafezi NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - Os Estados Unidos e outras grandes potências alertaram na quarta-feira o Irã para preparar até 1o de outubro uma resposta séria às exigências de suspensão do seu programa nuclear, sob risco de sofrer consequências.

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"Esperamos uma resposta séria do Irã e iremos decidir, no contexto da nossa abordagem de duas pistas, como resultado da reunião, sobre os nossos próximos passos," disse o chanceler britânico, David Milliband, lendo uma nota em nome de Grã-Bretanha, EUA, França, Alemanha, China e Rússia.

Ele se referia à reunião de 1o de outubro, em Genebra, que marca a retomada das negociações para a suspensão do programa de enriquecimento de urânio do Irã, uma atividade que pode ser usada para a geração de energia com fins civis - o que Teerã diz ser o seu caso - ou para o desenvolvimento de armas nucleares - que potências ocidentais dizem estar em curso.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse que todas as partes concordaram que poderia haver consequências se o Irã não apresentar uma resposta substancial nas negociações.

Posteriormente, porém, a China declarou que aumentar a pressão sobre o Irã não será algo eficaz. "Acreditamos que as sanções e o exercício de pressões não são o caminho para resolver problemas e não são propícios aos esforços diplomáticos quanto à questão nuclear iraniana," disse Jiang Yu, porta-voz da chancelaria chinesa, a jornalistas em Pequim.

Em seu discurso na ONU, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, evitou mencionar diretamente a questão nuclear.

Mas o líder iraniano manteve sua habitual retórica contra Israel, acusando o país de "políticas desumanas" nos territórios palestinos e de dominar os assuntos políticos e econômicos do mundo.

Representantes dos EUA e da Grã-Bretanha deixaram o plenário da Assembleia Geral na hora dos comentários de Ahmadinejad sobre Israel.

"É frustrante que o senhor Ahmadinejad mais uma vez tenha escolhido mostrar uma retórica odiosa, ofensiva e antissemita," disse Mark Kornblau, porta-voz da missão da ONU.

Horas antes do discurso, manifestantes se reuniram em frente à missão do Irã na ONU para protestar contra uma suposta fraude na eleição presidente de junho. Em seu discurso, Ahmadinejad saudou a eleição "gloriosa e plenamente democrática" que "me conferiu mais uma vez uma ampla maioria."

Em seu discurso desta semana na ONU, Obama pediu auxílio de outros líderes mundiais no combate aos desafios globais. "Aqueles que costumavam recriminar a América por agir sozinha no mundo não podem agora ficar de lado e esperar que a América resolve sozinha os problemas do mundo," disse ele.

Obama esteve entre os primeiros oradores importantes da Assembleia Geral, que congrega mais de cem chefes de Estado e de governo para discutir questões como proliferação nuclear, terrorismo internacional, mudança climática e pobreza.

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