Na ONU, Mugabe diz que respeitará pacto com opositores e ataca críticos

Nações Unidas, 25 set (EFE).- O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, afirmou hoje na ONU que respeitará o acordo selado com seus opositores para formar um Governo de união nacional, e lançou um duro ataque aos países que promoveram a imposição de sanções ao seu regime.

EFE |

Em seu discurso, o chefe de Estado chegou a dizer que ficou "satisfeito" com o acordo alcançado em 15 de setembro com o líder da oposição zimbabuana, Morgan Tsvangirai, para o compartilhamento do poder.

"Meu partido, o Zanu-PF, cumprirá o espírito e os termos do acordo que assinou, e estamos dispostos a cooperar com todos os países que respeitarem a soberania do Zimbábue", afirmou na 63ª Assembléia Geral da ONU.

O pacto obtido com a mediação da África do Sul pôs fim a uma longa crise política surgida quando os opositores se viram obrigados a deixar as eleições presidenciais por conta das ameaças a seus eleitores.

O presidente do Zimbábue destacou que o acordo é "um testemunho de que a África é capaz de resolver suas dificuldades e problemas, que freqüentemente são remanescentes do colonialismo".

Mugabe também acusou os Governos do Reino Unido e dos EUA de se servirem de um "coquetel de mentiras" para, sem sucesso, promoverem sanções como medida de pressão para um acordo com a oposição.

"Que tipo de loucura aflige alguns líderes?", questionou o chefe de Estado, no poder desde 1980.

Além disso, afirmou que os que "o acusam falsamente" de violar os direitos humanos são "responsáveis por genocídios e atos de agressão e destruição em massa".

Por outro lado, Mugabe agradeceu a Rússia e China por terem "atuado com imparcialidade, objetividade e justiça", e terem usado seu poder de veto para impedir a imposição de sanções. EFE jju/sc

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