presidente também pediu a reforma do sistema financeiro mundial." / presidente também pediu a reforma do sistema financeiro mundial." /

Na ONU, Lula pede volta de Zelaya ao poder

NOVA YORK - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reivindicou nesta quarta-feira, na Assembleia Geral da ONU, o imediato retorno ao poder do presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, e que a comunidade internacional fique alerta sobre a inviolabilidade da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa. Em seu discurso, o http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/09/23/na+onu+lula+pede+reforma+do+sistema+financeiro+mundial+8593949.html target=_toppresidente também pediu a reforma do sistema financeiro mundial.

Redação com agências internacionais |

Lula pediu mais "vontade política" para confrontar situações que conspiram contra a paz, o desenvolvimento e a democracia, e citou o golpe de Estado de 28 de junho em Honduras, cujo líder, disse, tem "refúgio garantido" na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa.


Presidente Lula discursa na ONU / AFP

O Brasil solicitou na terça-feira uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para discutir a nova situação em Honduras, provocada pelo retorno na segunda-feira ao país do deposto chefe de Estado.

O Conselho de Segurança da ONU, no qual o Brasil reivindica há uma década uma reforma desse órgão e uma vaga como membro permanente, é presidido este mês pelos Estados Unidos.

Fontes diplomáticas disseram à Agência Efe que a reunião do Conselho de Segurança poderia acontecer amanhã.

Embaixada cercada

Soldados e policiais antimotim hondurenhos cercaram novamente nesta quarta-feira a embaixada brasileira na capital Tegucigalpa, onde o presidente deposto Manuel Zelaya está refugiado, no que ameaça se tornar uma longa disputa que deve agravar a crise do país.

Centenas de efetivos de segurança, alguns mascarados e outros portando armas automáticas, cercaram uma área ao redor do prédio da embaixada do Brasil onde Zelaya se refugiou com a família e um grupo de 40 partidários.

Confrontos na terça-feira

Policiais e militares dispersaram com bombas de gás lacrimogêneo, carros hidrantes e uma antena que emitia um som ensurdecedor os manifestantes que se aglomeravam diante da embaixada brasileira na terça-feira.


Polícia dispersa partidários de Zelaya na manhã de terça-feira / AP

Os manifestantes pró-Zelaya se defenderam jogando pedras, num conflito que deixou dezenas de feridos e presos .

Várias testemunhas disseram na terça-feira que a eletricidade e a água da embaixada estavam cortadas, mas que estava permitida a entrada de alimentos.

Em entrevista ao jornal chileno "La Segunda", Zelaya qualificou de "ataque aleivoso" a repressão policial contra seus apoiadores que se reuniram diante da Embaixada do Brasil, onde ele recebeu abrigo na segunda-feira, quando voltou a Honduras.

"Há nove feridos no hospital e se fala de pessoas desaparecidas. Não sabemos se estão mortos", denunciou o presidente deposto. Segundo ele, "bombas de gás lacrimogêneo" foram atiradas contra as pessoas.

Negociações para diálogo

O presidente de fato, Robert Micheletti, disse que Zelaya pode ficar na embaixada por "5 ou 10 anos, nós não temos nenhum inconveniente que ele viva ali", sinalizando estar preparado para um conflito demorado.

O governo de facto se recusou a suavizar sua posição contra a volta de Zelaya. "Zelaya nunca voltará a ser presidente desse país", disse Micheletti em entrevista à Reuters.

Mais tarde, ele disse estar disposto a conversar com Zelaya se ele reconhecer a legitimidade da próxima eleição presidencial marcada para 29 de novembro, mas esclareceu que não negociaria a volta do presidente deposto ao poder.

Zelaya não respondeu à oferta de diálogo, mas disse em entrevista à imprensa local que está aberto a conversar. "Se estou aqui, o que custa sentar a uma mesa de diálogo?", disse Zelaya, que, no entanto, duvidou das reais intenções de negociação de Micheletti.

Os Estados Unidos, a União Europeia e a Organização dos Estados Americanos (OEA) pediram uma saída negociada para que Zelaya retorne ao poder.

Um toque de recolher, que virtualmente parou a capital, foi ampliado para esta quarta-feira e provocou o fechamento de aeroportos, escolas e comércios.

Leia também:

Leia mais sobre Honduras

    Leia tudo sobre: honduras

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG