Na Missa do Galo, papa denuncia que Deus deixou de ser prioridade

Cidade do Vaticano, 24 dez (EFE).- Pela primeira vez na história recente da Igreja Católica, o papa oficiou a tradicional Missa do Galo duas horas antes da meia-noite, na qual reclamou que os homens não consideram mais Deus uma prioridade.

EFE |

A Missa do Galo foi antecipada para as 22h (19h, Brasília) como forma de preservar Bento XVI, que tem quase 83 anos e amanhã voltará à Basílica de São Pedro para lançar a mensagem de Natal e distribuir a bênção "Urbi et Orbi" à cidade de Roma e a todo o mundo.

Em uma Basílica de São Pedro abarrotada de fiéis e com uma imagem do Menino Jesus a seu lado, o papa Ratzinger disse que o Nascimento de Cristo não pode deixar ninguém indiferente.

Ele lembrou que os pastores foram para o Portal correndo, já que o Filho de David, "tão esperado", tinha vindo ao mundo em Belém "e não havia outra coisa que pudesse ter maior importância".

"Em nossa vida as coisas não são assim. A maioria dos homens não considera uma prioridade as coisas de Deus (...) E também nós, como a imensa maioria, estamos bem dispostos a adiá-las. Faz-se antes de tudo o que aqui e agora parece urgente. Na lista de prioridades, Deus se encontra frequentemente quase em último lugar", criticou o papa.

O Bispo de Roma ressaltou que o Evangelho diz que Deus tem a máxima prioridade e que "se algo em nossa vida merece premência sem tardança, é somente a causa de Deus".

Assim, defendeu que, aprendendo com os pastores, os homens deixem em segundo lugar outras ocupações, "por mais importantes que sejam" e se curvem a Deus.

Olhando a criança recém-nascida, o papa afirmou que o "sinal de Deus" é sua humildade e que isso convida à fé e ao amor. Para o pontífice, o "homem será semelhante a ele quando renunciar à violência e usar apenas as armas da verdade e do amor".

A missa começou com o anúncio do nascimento do Senhor com a leitura do antigo texto das Kalendas.

Seguiu com uma homenagem com flores perante a imagem do Menino Jesus, feita por seis crianças, duas da Itália, duas da Costa do Marfim, uma das Filipinas e outra da Coreia.

Durante o ato, Bento XVI pediu a todos os governantes do mundo que promovam a justiça e a paz, pelos pobres e os que sofrem e por todas as famílias.

Concluída a missa, as milhares de pessoas que foram à basílica contemplarão no centro da Praça de São Pedro o Portal de Belém, erguido diante do obelisco. EFE JL/rr

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