Na Índia, tibetanos exigem que China liberte Panchen Lama

Por Bappa Majumdar NOVA DÉLHI (Reuters) - Milhares de exilados tibetanos realizaram uma passeata na Índia, na sexta-feira, para exigir a libertação do Panchen Lama, a segunda maior autoridade do budismo tibetano, mantido prisioneiro pela China desde 1995, segundo afirmam.

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De posse de cópias de fotografias dele e agitando bandeiras tibetanas, homens idosos e alunos de escola gritavam: 'China, liberte-o agora.' A manifestação ocorreu na capital indiana, Nova Délhi.

Na sexta-feira, Gedhun Choekyi Nyima, apontado pelo líder espiritual do Tibet, Dalai Lama, como o 11o Panchen Lama, completaria 19 anos de idade.

Após a morte do 10o Panchen Lama em 1989, o governo chinês e o Dalai Lama escolheram pessoas diferentes para sucedê-lo. E a pessoa escolhida pelo Dalai Lama, Nyima, então com 6 anos de idade, de repente desapareceu dos olhos da opinião pública.

Os tibetanos do mundo todo afirmam que o menino foi sequestrado pelas autoridades chinesas. E grupos de defesa dos direitos humanos consideram-no o mais jovem prisioneiro político do mundo.

A China rebateu as acusações de que o garoto havia sido colocado em prisão domiciliar e insiste que ele e sua família não desejavam ser incomodados.

'Eles estão mentindo e temos medo de que os chineses não lhe permitam receber a tradicional educação tibetana, algo fundamental', disse Choekyong Wangchuk, um dos manifestantes tibetanos que participaram do ato em Nova Délhi.

'Eles querem incutir-lhe a ideologia chinesa, mas ignoram o fato de que ele é um verdadeiro tibetano. Ele nunca esquecerá seu povo.'

Os alunos de escola desenharam imagens do Panchen Lama e bandeiras do Tibet, enquanto monges vestidos com seus robes tradicionais entoavam mantras para celebrar o aniversário do Panchen Lama.

'Não sabemos como é a aparência dele agora, mas eu me lembro como todos nós protestamos quando ouvimos pela primeira vez a respeito do sequestro dele', afirmou Tanzin Chhakdor, enquanto lágrimas escorriam por sua face.

Orações também foram realizadas em Dharamsala (norte da Índia), onde o Dalai Lama mora desde que se exilou.

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