Na Colômbia, senadora da oposição diz que é vítima de perseguição

Bogotá, 23 mai (EFE).- A senadora da oposição colombiana Piedad Córdoba, suspeita de ter ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) afirmou que é vitima de perseguição política, segundo uma entrevista que será publicada hoje pela imprensa local.

EFE |

Córdoba, que no ano passado intermediou, juntamente com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a libertação de reféns das Farc, foi incluída na quinta-feira pela Procuradoria em uma lista de políticos, jornalistas e estrangeiros que serão investigados.

"Sou uma perseguida política. Tudo é feito para simular um suposto vínculo meu com o grupo", declarou a legisladora do Partido Liberal ao jornal de Bogotá "El Espectador" e ressaltou que não se deixará amedrontar por "um regime mafioso".

O procurador-geral colombiano, Mario Iguarán, anunciou ontem as investigações com base nos dados do computador confiscado do número dois das Farc, Luis Edgar Devia, conhecido como "Raúl Reyes", morto em 1º de março em um ataque de tropas colombianas em território equatoriano.

As investigações devem esclarecer se as pessoas citadas trabalhavam a favor da paz ou tinham vínculos de apoio à guerrilha.

A Promotoria da Colômbia inclui também os parlamentares socialistas Wilson Borja e Gloria Inés Ramírez, o ex-candidato presidencial Álvaro Leyva, o gerente de paz Lázaro Vivero Paniza, a ativista Liliana Obando e os jornalistas Carlos Lozano e William Parra.

Também figuram os estrangeiros James Jones, acadêmico norte-americano; Amilcar Figueroa, deputado venezuelano; María Augusta Rua e Ivan Marcelo Larrea, do Equador.

Piedad Córdoba disse que a seção de inteligência militar "vem tentando" acusá-la.

"Falaram com ex-membros das Farc, tentando convencê-los a declarar que me viram em acampamentos da guerrilha. Estou informada sobre tudo e podem pôr a testemunha que for, porque uma testemunha falsa não resiste à verdade", expressou a senadora.

Córdoba reiterou que as acusações são uma "cortina de fumaça" para tapar o escândalo da "parapolítica" - em que políticos do país se envolveram com paramilitares. EFE gta/fh/plc

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