Na Colômbia, Farc pedem renúncia de Álvaro Uribe

Bogotá, 13 mai (EFE).- O comando das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) pediu a renúncia do presidente colombiano, Álvaro Uribe, alegando que o país atravessa a pior crise institucional de sua tumultuada história.

EFE |

Em comunicado escrito em 9 de maio e divulgado hoje pela agência "Anncol", seu habitual canal de comunicação, o secretariado das Farc mencionou a "parapolítica".

O termo se refere às relações mantidas por congressistas com a organização Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), que provocaram a prisão de mais de trinta políticos e colocaram outros sob investigação.

A guerrilha chamou o presidente de "fugitivo" e "narcoparamilitar", além de qualificá-lo como "líder da desestabilização institucional".

As Farc não concordam com a reforma política e pediram que o Congresso consulte o povo sobre o assunto.

A guerrilha enumerou "algumas razões morais pelas quais o ilegítimo presidente Uribe deve renunciar". Entre elas, a sua reeleição em 2006, que teria sido "resultado de um suborno", segundo denúncias de uma congressista, agora presa. Ela afirmou que seu voto pela renovação do mandato foi comprado.

As Farc também afirmaram que houve "coerção dos paramilitares contra os eleitores", levando em conta o depoimento de Salvatore Mancuso, ex-chefe das AUC, à Promotoria.

Segundo a guerrilha, "99% dos deputados e senadores ligados aos paramilitares são aliados de Uribe".

Além disso, as Farc acusaram Uribe de ser tolerante com grupos armados de extrema direita e citaram depoimentos de ex-membros das AUC, que acusam o presidente de autorizar massacres e atuar "como advogado dos paramilitares perante a Corte".

O comunicado ainda disse que "Uribe deve renunciar por corrupção", e o denunciou por ter posto "em perigo a paz e a estabilidade da região, ao ser submisso ao Governo dos Estados Unidos".

As Farc convocaram os "militares patriotas e bolivarianos a retomar o caminho do libertador Simón Bolívar e construir junto com o povo e a guerrilha uma nova alternativa de poder". Além disso, incentivaram manifestações populares e uma "greve geral".

Por último, o comunicado pedia um "grande acordo nacional para um Governo provisório". EFE ei/plc

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