Na Cisjordânia, papa defende Estado palestino

Por Philip Pullella e Mohammad Assadi BELÉM, Cisjordânia (Reuters) - O papa Bento 16 visitou na quarta-feira a Cisjordânia ocupada para reiterar sua defesa de um Estado palestino e do fim do embargo israelense a Gaza.

Reuters |

Bento 16 foi recebido nas velhas ruas estreitas de Belém como os gritos de "viva o papa, viva a Palestina". É a primeira visita do seu pontificado à cidade natal de Jesus.

Ele pôde ver a dura realidade local ao passar ao lado de uma torre fortificada de vigilância, e através de um portão deslizante de aço num trecho de concreto do muro israelense que separa a cidade da vizinha Jerusalém.

"A Santa Sé apoia o direito do seu povo a uma pátria palestina soberana na terra dos seus antepassados, segura e em paz com os seus vizinhos, dentro de fronteiras internacionalmente reconhecidas", disse Bento 16 ao presidente palestino, Mahmoud Abbas, numa cerimônia de boas-vindas logo depois de ele cruzar o muro.

A solução com dois Estados é apoiada por Abbas, por países árabes e por potências ocidentais, mas é vista com relutância pelo governo direitista de Israel.

Em seu discurso, Abbas criticou o "muro do apartheid" erguido por Israel, o que disse ser parte dos esforços do Estado judeu para expulsar cristãos e muçulmanos palestinos da Terra Santa.

De acordo com ele, os palestinos vivem sob "opressão, tirania e expropriação de terras", e desejam um futuro "sem ocupação, sem postos de controle, sem muros, sem prisioneiros, sem refugiados".

O papa rezou uma missa para cerca de 5.000 pessoas em uma praça perto da Igreja da Natividade, que marca o local onde os cristãos acreditam que ficava o estábulo onde Jesus nasceu.

A praça ficou lotada de cristãos palestinos, e várias idosas choraram ao ver o papa. Há dezenas de milhares de cristãos palestinos, mas esse grupo vem diminuindo devido à emigração.

Em seu pronunciamento, o papa admitiu que Israel tem legítimas preocupações de segurança, mas também citou o sofrimento palestino, e disse que as pessoas não devem "recorrer a atos de violência e terrorismo".

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