Na China, Lula defende ampliação do Conselho de Segurança da ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira, durante sua visita à China, a reforma do Conselho de Segurança da ONU e a inclusão de mais países em desenvolvimento como membros permanentes do órgão. A declaração foi feita durante um discurso na inauguração do Centro de Estudos Brasileiros da Academia de Ciências Sociais da China.

BBC Brasil |

Sem citar explicitamente o desejo específico do Brasil por uma cadeira permanente no Conselho de Segurança, Lula disse que a reforma tornaria o órgão "mais democrático e mais equilibrado". "Retardar as mudanças será debilitar as próprias Nações Unidas", afirmou Lula.


Lula é recebido por Hu Jintao na China / AP

A questão da reforma do Conselho de Segurança é um dos itens da pauta política da visita de Lula a Pequim, mas são remotas as chances de o Brasil conseguir um apoio explícito da China às suas propostas.

A China já é membro permanente do Conselho, ao lado de Estados Unidos, Rússia, França e Grã-Bretanha.

Apesar de apoiar a tese de reforma do órgão, a China se opõe, por questões de rivalidades regionais, à inclusão de Japão e Índia, dois dos países aliados do Brasil na postulação por novas vagas.

Durante seu discurso, porém, Lula afirmou ver nas relações entre China e Brasil uma "grande convergência de interesses" na busca por um desenvolvimento sustentado e por "uma ordem internacional mais justa".

Após participar da inauguração do centro de estudos brasileiros, Lula foi ao encerramento de um encontro entre empresários chineses e brasileiros, com o objetivo de mostrar as oportunidades para ampliação do comércio entre os países e a atração de investimentos chineses ao Brasil.

Durante o evento, Lula observou que as trocas comerciais entre Brasil e China continuam crescendo apesar da crise e disse que o fato de serem "dois países em franca expansão" mostram que o potencial de crescimento do comércio internacional é "quase infinito".

Na tarde desta terça-feira, Lula terá uma série de encontros com autoridades chinesas, entre elas o premiê Wen Jiabao, antes de se reunir novamente com o presidente chinês, Hu Jintao, para assinar uma série de acordos bilaterais.

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