Na China, Hillary é criticada por posição sobre direitos humanos

Pequim, 21 fev (EFE).- Diversas ONGs de defesa dos direitos humanos criticaram a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, por minimizar a importância da situação dos direitos humanos em sua primeira viagem à China como chefe da diplomacia dos Estados Unidos.

EFE |

Hillary disse à imprensa que polêmicas em torno da questão dos direitos humanos "não podem interferir na crise econômica global, na mudança climática e na crise de segurança".

Para a ONG Human Rights Watch (HRW), se trata de "uma mensagem errada para o Governo chinês".

A secretária de Estado chegou ontem à noite a Pequim, onde hoje iniciará encontros oficiais com diplomatas chineses na última etapa de sua viagem asiática.

A HRW, uma organização com sede nos EUA e que denuncia as contínuas violações dos direitos humanos na China, criticou Hillary ao dizer que, em matéria de direitos humanos, será melhor para EUA e China "estar de acordo que em desacordo".

A organização publicou uma carta aberta à secretária de Estado na qual afirma que "o progresso em cada uma das áreas não pode se desvincular de garantir uma evolução em direitos humanos".

"A liberdade de imprensa, as denúncias e a crítica são essenciais para prevenir danos ambientais e os produtos alterados que ameaçam a China e o mundo; os direitos trabalhistas e a falta de legislação desestabilizam a economia chinesa; e o apoio incondicional a Governos altamente abusivos desestabiliza a paz internacional e a segurança", assinala a ONG.

Já a organização Anistia Internacional (AI) afirmou que a declaração de Hillary sugere que os direitos humanos "não vão ser uma prioridade em seu compromisso diplomático com a China", e pediu à secretária de Estado que declare a importância do tema nas relações bilaterais antes de deixar Pequim.

Hillary se reunirá ainda hoje com o chanceler chinês, Yang Jiechi, e outros líderes para trocar opiniões sobre as relações entre ambos os países e sobre assuntos de interesse internacional, segundo informou o Ministério de Assuntos Exteriores da China. EFE mz/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG