O caixão foi construido para a mãe das crianças que ainda está viva

Crianças chinesas da aldeia de Duan, na região autônoma de Guangxi, são obrigadas a assistir às aulas sentadas sobre um caixão, devido à precariedade de sua escola, informou a versão digital do diário "Guangxi News".

Segundo o jornal, os alunos da escola primária "Nove Dias" estudam em salas de aula mal equipadas e sem cadeiras nem mesas, pelo que precisam levar seus próprios assentos ou utilizar o mencionado caixão.

A ideia de usar o ataúde como móvel surgiu há quatro anos, quando os donos da escola propuseram usar um caixão fabricado para sua mãe, de 80 anos, que ainda está viva.

A escola, frequentada principalmente por crianças de minorias étnicas, está situada em uma zona sensível a deslizamentos, pelo que as salas de aula, feitas de madeira e bambu e bastante antigas, ameaçam desmoronar a qualquer momento.

Por fim, a precária escola, que cobra de seus alunos 100 iuanes (US$ 15) por semestre, fica a quatro horas de onde vivem as crianças.

Além disso, os pequenos estudantes não têm recursos para levar almoço para a escola, e por isso não se alimentam durante todo o tempo que passam no local, ou seja, desde o início da manhã até a tarde.

O Departamento de Serviços de Educação da Vila de Duan planejou construir uma nova escola em 2006, mas apenas 40% do projeto foram financiados, pelo que ainda está inativo.

Além disso, segundo disseram os aldeães de Duan ao diário, a nova escola fica muito afastada da vila, e por isso é difícil que os trabalhos de construção sejam finalizados.

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