Na Argentina, 50 são condenados e 588 acusados por crimes durante a ditadura

Buenos Aires, 16 ago (EFE).- Na Argentina, 50 pessoas foram condenadas e outras 588 estão sendo processadas por crimes de lesa-humanidade cometidos durante a ditadura militar, de 1976 a 1983, segundo um documento oficial divulgado hoje pela imprensa local.

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O documento da Unidade Fiscal de Coordenação, criada em 2007 pela Promotoria do Estado para acelerar as investigações sobre violações dos direitos humanos, indicou que, no primeiro semestre de 2009, 65 processados foram incluídos na lista dos 533 acusados até o ano passado.

A quantidade de processados chegou então a 598, mas é preciso desconsiderar 10 casos correspondentes a pessoas que foram condenadas, morreram ou deixaram de ser acusadas.

As acusações de violações dos direitos humanos foram reativadas na Argentina após a derrogação parlamentar das denominadas "leis do perdão", em 2003, criadas na década de 80 e que beneficiaram mil repressores.

Dois anos depois, estas leis foram declaradas inconstitucionais pela Suprema Corte de Justiça, que, em 2007, também anulou os perdões concedidos em 1989 e 1990 pelo então presidente, Carlos Menem, a líderes da ditadura e dirigentes guerrilheiros.

Segundo números oficiais, 18 mil pessoas desapareceram na Argentina durante o período ditatorial, embora os organismos de direitos humanos elevem a quantidade de vítimas a 30 mil. EFE cw/pd

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