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Na última coletiva como presidente, Bush ataca o eixo do mal

Por Matt Spetalnick WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse na segunda-feira que a Coreia do Norte e o Irã, parte do que ele um dia chamou de eixo do mal, continuam sendo um perigo, mas que a maior ameaça no futuro governo de Barack Obama será a repetição de um grande atentado terrorista nos EUA.

Reuters |

Em sua última entrevista coletiva, na qual tentou abrilhantar o seu conturbado legado na política externa, Bush negou que o tratamento dispensado a suspeitos de terrorismo na base naval de Guantánamo tenha afetado a posição moral dos EUA no mundo.

Ele novamente insistiu que o frustrado processo de paz entre israelenses e palestinos, promovido por ele no último ano de mandato, não foi completamente em vão, apesar da atual crise na Faixa de Gaza, que ele atribuiu inteiramente ao Hamas.

A oito dias de entregar o cargo a Obama, Bush manteve o tom duro contra Coreia do Norte e o Irã.

"A Coreia do Norte ainda é um problema (...) e o Irã ainda é perigoso", disse Bush quando questionado sobre as ameaças a Obama.

"Afim de promover nossas relações com a Coreia, o governo norte-coreano deve honrar os compromissos feitos no sentido de permitir que fortes medidas de verificação estejam em vigor para garantir que eles não desenvolvam um projeto de urânio altamente enriquecido."

Negociações multilaterais para a suspensão do programa nuclear da Coreia do Norte estão paralisados apesar de progressos prévios. Obama promete contatos diretos com os inimigos dos EUA, contrariando a estratégia de isolamento diplomático adotada pelo governo Bush.

Em seu discurso do Estado da União em janeiro de 2002, Bush cunhou a expressão "eixo do mal" para se referir ao grupo de inimigos composto por Irã, Coreia do Norte e o Iraque, então sob o regime de Saddam Hussein.

Críticos consideram que as ameaças ao "eixo do mal" simbolizam a "diplomacia caubói" do atual presidente.

Na segunda-feira, Bush disse que o maior desafio para Obama no campo de segurança será evitar que os EUA sofram um outro ataque como os de 11 de setembro de 2001.

"Eu gostaria de informar que não é o caso, mas ainda há um inimigo por aí que gostaria de infligir danos à América, aos norte-americanos. E essa será uma grande ameaça", disse o presidente.

Bush e seus assessores dizem que um dos maiores feitos do atual governo foi ter conseguido evitar novos atentados.

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