Mutação genética está vinculada a câncer cerebral e maior sobrevivência

A mutação de dois genes estaria vinculada em grande parte à aparição de tumores cancerígenas no cérebro e à sobrevivência por mais tempo à doença, segundo um estudo que poderá abrir caminhos para tratamentos mais especializados.

AFP |

Os pesquisadores do Centro de Oncologia da Universidade Johns Hopkins e da faculdade de medicina da Universidade Duke (Carolina do Norte) descobriram que variações nos genes IDH1 e IDH2 estão associadas a mais de três quartos dos tumores cancerígenas no cérebro ou gliomas.

Além disso, as pessoas com estas alterações genéticas parecem viver pelo menos duas vezes mais tempo que as demais, segundo os autores do trabalho publicado no New England Journal of Medicine (NEJM) de 19 de fevereiro.

"Pode se tratar de uma das descobertas mais importantes na pesquisa genética sobre os gliomas cancerígenas", assegurou o dr. Hai Yan, do serviço de patologia da faculdade de medicina de Duke e principal autor do estudo.

As pesquisas sobre estes genes podem, além disso, gerar diagnósticos mais precisos, assim como novos tratamentos para os tipos de câncer mais agressivos.

Os pesquisadores analsiaram mostras de tecidos de 500 tumores cerebrais cancerígenas e de outros 500 não situados no sistema nervoso central.

Os cientistas detectaram mutações no gene IDH1 em mais de 70% dos gliomas mais freqüentes.

js/cn

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