Músico é vencedor no Haiti, diz fonte do Conselho Eleitoral

Sem experiência na administração pública, Michel Martelly derrotou a ex-primeira-dama Mirlande Manigat

iG São Paulo |

O músico Michel Martelly é o vencedor da eleição presidencial haitiana, de acordo com resultados oficiais preliminares, segundo fonte do Conselho Eleitoral Provisório do Haiti.

"Martelly venceu", declarou a autoridade, que pediu para não ter seu nome divulgado. A fonte fez a declaração antes do anúncio público previsto para o fim desta segunda-feira, quando serão apresentados os primeiros resultados do segundo turno realizado em 20 de março.

O cantor popular Michel Martelly foi eleito presidente no Haiti com 67,57% dos votos, mostraram resultados preliminares nesta segunda-feira, contra 31,74% da ex-primeira-dama Mirlande Manigat.

AFP
Haitianos mostram cartões de Martelly enquanto aguardam divulgação dos resultados do segundo turno, nesta segunda-feira
Martelly não tem experiência na administração pública. Ele fez campanha prometendo mudança e rompimento com décadas de corrupção e maus governos no Haiti. Desde o adiamento, na semana passada, do anúncio dos resultados preliminares por suspeitas de fraude, havia grande ansiedade no país em relação à divulgação do nome do vencedor, principalmente por causa da violência e dos protestos decorrentes - como ocorreram na divulgação do resultado do primeiro turno

Os resultados iniciais são preliminares porque dependem de uma confirmação definitiva no fim de abril. No segundo turno, os haitianos tinham de optar entre o cantor e ator Martelly, de 50 anos, e a professora de direito, ex-senadora e ex-primeira dama Mirlande Manigat, de 70 anos, que nas pesquisas após o primeiro turno era a favorita.

A segunda fase da eleição transcorreu pacificamente de modo geral. Foram registrados apenas alguns incidentes isolados de violência. O primeiro turno, em 28 de novembro, foi caótico, dominado por acusações de fraude e tumultos.

Segurança

Nesta segunda-feira, forças da ONU patrulharam a capital Porto Príncipe e outros locais mais conflitivos por todo o Haiti, que ainda se recupera do terremoto devastador que sofreu no ano passado.

Algumas lojas e empresas protegeram os vidros temendo tumultos e anunciaram que enviariam os empregados mais cedo para casa, antes do anúncio dos resultados.

"Foram tomadas medidas relacionadas à segurança", disse à Reuters o embaixador Colin Granderson, chefe da missão observadora da Organização dos Estados Americanos/Comunidade Caribenha nas eleições haitianas.

A ONU e governos doadores de ajuda, incluindo os EUA, os quais prometeram bilhões de dólares para a reconstrução do Haiti, querem que a eleição resulte em um governo estável e legítimo para assumir a empreitada da recuperação do país.

*Com Reuters e AFP

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