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Musical Os Produtores causa polêmica na Alemanha

Um mês antes de estrear em Berlim, a comédia musical Os Produtoresjá desafia o humor de alguns alemães. Um deles denunciou os cartazes e bandeiras que enfeitam a fachada do tradicional teatro onde o espetáculo entrará em cartaz, localizado em uma das avenidas mais movimentadas do centro da cidade.

BBC Brasil |

Os adornos chamam a atenção pela semelhança com objetos de propaganda nazista. A polícia, entretanto, constatou que a decoração do edifício não infringe a lei.

Compostos por panos vermelhos com um círculo branco no qual se vê um pretzel, pão tradicional alemão em formato de nó, os enfeites fazem parte da campanha de promoção do musical, satirizando a bandeira com a suástica nazista, símbolo do Terceiro Reich, hoje proibida na Alemanha.

Os Produtores, que na Alemanha ganhou também o subtítulo Primavera para Hitler, é baseado no filme escrito e dirigido em 1968 pelo cineasta e comediante americano Mel Brooks e que leva o mesmo nome do subtítulo alemão, e é também um dos musicais de maior sucesso da história.

A peça
A peça conta a história de produtores de teatro vigaristas que tramam um golpe milionário para dar fim a suas dificuldades financeiras.

O plano de encenar um grande fracasso de bilheteria com Hitler como protagonista e embolsar o dinheiro da produção é frustrado quando a montagem da peça se transforma em um grande sucesso.

Esta é a primeira vez em que o musical, que estreou na Broadway em 2001 e voltou para as telas do cinema em 2005 com Nathan Lane e Matthew Broderick, é encenado na Alemanha.

Depois de uma temporada de pouco sucesso em Viena, Os Produtoresestreia no dia 17 de maio no histórico Admiralspalast.

Hitler
Construído no início do século passado e reformado recentemente, o teatro até pouco tempo atrás ainda exibia o "camarote do Führer", lugar reservado ao ditador nazista em suas visitas ao lugar.

Comédias protagonizadas por Hitler continuam sendo tema delicado na Alemanha, mais de 60 anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial.

Uma das últimas controvérsias em torno do assunto foi provocada em 2007 pelo filme Mein Führer, do diretor Dani Levy, judeu nascido na Suíça e radicado em Berlim.

A sátira não alcançou o sucesso de público e crítica esperados, apesar de ser estrelado por um dos comediantes mais populares de Alemanha, mas despertou intensas discussões na mídia do país.

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