Musharraf reaparece após renúncia e diz que não sairá do Paquistão

ISLAMABAD - O ex-presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, que renunciou em agosto antes de o governo iniciar um processo de destituição contra ele, disse, após semanas de silêncio, que não pretende se exilar, informou hoje o canal privado Dawn.

EFE |

"Não tenho planos de sair do Paquistão", disse o ex-general, em conversa com um jornalista da rede de televisão.

O ex-presidente disse que está considerando ofertas de institutos de pesquisa política e instituições para oferecer conferências no exterior, mas disse que não tomará nenhuma decisão até que a situação no país se acalme.

Musharraf, que foi presidente durante quase nove anos e comandou o Exército até novembro de 2007, disse que o combate ao terrorismo deve continuar "com todo o poder", e considerou bem-sucedida a operação militar na região tribal de Bajaur, na fronteira com o Afeganistão.

Em 18 de agosto, Musharraf anunciou sua renúncia, após defender seu legado em discurso televisionado à nação e responder às críticas da coalizão governamental liderada pelo Partido Popular do Paquistão (PPP), que estava a ponto de iniciar um processo de impugnação parlamentar contra ele.

Desde aquele dia, o ex-presidente não tinha realizado nenhuma declaração pública, nem à imprensa.

Fontes próximas afirmaram que Musharraf considerou a possibilidade de se exilar na Arábia Saudita, Reino Unido ou Estados Unidos, para não ser alvo de atentados, agora que as medidas de segurança sobre ele são menos estritas.

No entanto, Musharraf voltou a insistir agora em que permanecerá no Paquistão.

Em 6 de setembro, o viúvo da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, Asif Ali Zardari, foi eleito presidente do país pelos legisladores das assembléias nacionais e provinciais, e, três dias depois, tomou posse.

Leia mais sobre Paquistão

    Leia tudo sobre: paquistão

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG