Museu virtual leva a arte islâmica a turistas e estudantes

Heba Helmy. Cairo, 16 abr (EFE).- A partir de agora, estudantes egípcios e turistas poderão saber um pouco mais da cultura muçulmana com o museu virtual sem fronteiras Discover Islamic Art (Descubra a Arte Islâmica), cuja segunda fase foi apresentada na quarta-feira no Cairo antigo.

EFE |

Em um centro cultural no bairro islâmico de Al-Azhar, seus coordenadores explicaram em entrevista coletiva como utilizar este programa virtual para divulgar a cultura islâmica.

De fato, ainda na quarta-feira, seu diretor na Jordânia, Mohammed al Nayar, daria uma oficina a vários professores de colégios e universidades egípcios para treiná-los no uso do site www.discoverislamicart.org e a dar aulas sobre arte islâmica da dinastia Omíada (661) até o fim do império otomano (1922).

"Não se trata de um ensino teórico, já que se baseia na apresentação de peças verdadeiras que estão nos museus de diferentes países do Mediterrâneo", disse Al Nayar.

Nesta parte do projeto dedicada ao ensino, "aproveitamos as antiguidades islâmicas guardadas, por exemplo, no Museu Arqueológico de Madri para dar informações sobre elas", acrescentou o especialista.

Entre os exercícios educativos do site está o de relacionar os textos históricos com as peças arqueológicas às quais correspondam.

Não será pouco o que aprenderão os estudantes e turistas, já que neste museu virtual, que poderá ser lido em inglês, espanhol, francês e árabe, contém 1.235 peças exibidas em museus de 14 países do Mediterrâneo e 835 sítios arqueológicos dos mesmos.

Além disso, há 18 exibições no museu virtual que dão oito opções de idiomas.

O Egito não é o único país que utiliza o projeto como um instrumento educativo, já que o "Discover Islamic Art" assinou 14 acordos com diferentes universidades do mundo para ser usado no ensino, explicou a diretora do projeto, Eva Schubert.

"Deste modo, os professores de todo o mundo poderão se expressar de maneiras distintas sobre o patrimônio islâmico", acrescentou ela.

Longe do ensino, e possível organizar atividades culturais no museu virtual e descobrir o Cairo islâmico.

Segundo o diretor do Museu de Arte Islâmica do Cairo, Mohammed Abbas, cujo país apresenta a maior coleção de peças islâmicas no lugar virtual, a agência de viagens egípcia Al-Manar vai organizar visitas guiadas individuais e em grupos ao museu pela internet.

Além disso, a partir do segundo semestre será possível fazer excursões virtuais, de metade de um dia ou de um dia completo, a uma exibição temática da arte mameluca (1250-1517) no Cairo e no Delta do Nilo.

Em declarações à Agência Efe, Abbas avaliou a colaboração da Espanha (que financia 20% do projeto) no programa, já que é "um país com longa experiência no turismo e o primeiro a utilizar o site na educação".

Por sua vez, o conselheiro cultural da embaixada espanhola no Cairo , Ramón Blecua, descreveu a nova fase do projeto como o "início de um desenvolvimento mais amplo do acesso à arte islâmica", através da internet e das novas tecnologias.

"Em muito breve, seremos capazes de examinar uma coleção fantástica de arte islâmica. (Esta arte) deveria ser conhecida, já que ficou escondida e não foi tão acessível ao Ocidente", afirmou Blecua na entrevista coletiva. EFE hh/jp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG