Museu quer fazer análise genética do sangue de Lincoln

Um museu da Filadélfia que possui uma amostra de sangue do presidente americano assassinado Abraham Lincoln pretende realizar uma análise genética do material, capaz de reavivar o debate sobre as misteriosas doenças atribuídas ao 16º presidente dos Estados Unidos.

AFP |

"O conselho de administração tomou a decisão unânime de pesquisar os dados científicos da nossa amostra de sangue, o que poderá levar a uma análise genética", declarou nesta terça-feira à AFP Andy Waskie, vice-presidente do conselho do Grand Army of the Republic (GAR) do Museu da Filadélfia (Pensilvânia, leste dos EUA).

Este pequeno museu, que abriga essencialmente obras relacionadas à guerra de Secessão, possui um pedaço de fronha manchado com o sangue de Lincoln na noite de seu assassinato, no teatro Ford de Washington em 1865.

O museu espera desta forma contribuir para desvendar o mistério sobre as diversas doenças de Lincoln.

"Abraham Lincoln suscita o interesse de muitos especialistas, que querem mais informações sobre seu estado físico. Sempre houve uma grande fascinação por este assunto", explicou Waskie.

Segundo diferentes hipóteses, Lincoln, morto com um tiro na cabeça aos 56 anos, sofria de câncer.

O pesquisador John Sotos, autor de vários livros sobre o assunto, afirma que Lincoln tinha a doença de Marfan (síndrome MEN2B), uma doença hereditária do tecido conjuntivo caracterizada por longos membros, uma catarata precoce ou um glaucoma, que também pode provocar problemas cardíacos.

vmt/yw

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG