O Museu Nacional do Iraque foi reaberto nesta segunda-feira em Bagdá, quase seis anos depois de ter sido saqueado e depredado no período que se seguiu à invasão do país liderada pelos Estados Unidos, em 2003. Na época, os soldados receberam ordem para não intervir e nada fizeram quando cerca de 15 mil itens foram roubados.

Apenas cerca de 25% das peças foram recuperados, apesar de esforços internacionais para proibir seu tráfico e venda.

O governo do Iraque acredita que a reabertura do museu será mais um sinal de que a vida está voltando ao normal no país.

O correspondente da BBC em Bagdá, Jim Muir, disse, contudo, que alguns especialistas estão insatisfeitos porque só uma pequena parte do acervo foi catalogada ou colocada em exposição de maneira adequada.

Esses especialistas consideram a reabertura prematura, disse Muir.

O Iraque, berço da civilização, é considerado um dos maiores centros de descobertas arqueológicas.

No passado, o museu abriu as portas por um dia, em um gesto simbólico, em julho de 2003, para mostrar que alguns de seus tesouros tinham sido preservados.

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