Museu do Homem de Paris despede-se do público no final de semana; fecha para obras

Ela completou 25.000 anos, não chega a 15 cm de altura e, no entanto, mantém uma surpreendente modernidade: a Vênus de Lespugue abandonará, junto com outros 530.000 objetos, o Museu do Homem de Paris, que ficará fechado durante quatro anos para obras.

AFP |

A estatueta, em marfim de mamute, encontrada em 1922, no departamento do Alto Garonne, permanece numa caixa forte e é considerada "a mais bela peça" do museu, segundo Philippe Mennecier, encarregado da conservação das coleções de antropologia.

O Museu do Trocadero de Paris poderá ser visitado gratuitamente no próximo final de semana, antes da reabertura só em 2012.

As coleções de etnologia (350.000 objetos) vão para o museu de Quai Branly.

A Vênus de Lespugue repousa junto a fósseis originais como o crânio do Cromagnon ("um ancião" de 28.000 anos), descoberto em Dordogne em 1868.

Cromagnon, o primeiro Homo Sapiens - queixo saliente, crânio redondo - apareceu na França e pertence à mesma linhagem dos ancestrais africanos Omo 1 e Omo 2, de mais de 200.000 anos.

Há ainda dois crânios e um pé do homem de Neardental (entre 250.000 e 28.000 anos), espécie desaparecida que foi, em algum momento, contemporânea do Cromagnon.

Segue-se, entre outros 18.000 crânios, o menor esqueleto (89 cm) pertencente a Nicolas Ferry, bufão de Stanislas, duque de Lorena no século XVIII, que o chamava de 'Bebê.

Estende-se, depois a coleção de "frenologia" de Franz Josef Gall e Pierre Marie Dumoutier, relativa à teoria que estuda o caráter e as funções intelectuais humanas, baseando-se na conformação do crânio.

Em outro andar fica o departamento de Pré-História e a coleção de pedras lascadas, ossos manufaturados de esqueletos animais e humanos, objetos pintados e em relevo, entre outras preciosidades.

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