Museu de Nova York é acusado de ter um Cezánne que foi roubado na Rússia

Russo abriu processo contra o Metropolitan Museum para reivindicar o quadro "Madame Cezánne in the Conservatory", de 1891

EFE |

O Metropolitan Museum of Art, de Nova York, está sendo processado por supostamente ter em sua coleção de quadros uma obra do pintor francês Paul Cezánne que foi roubada na Rússia há quase um século. "O museu acredita firmemente que tem a correta propriedade do quadro e esse processo é totalmente infundado", disse a instituição em comunicado.

O responsável pelo processo é Pierre Konowaloff, bisneto e herdeiro da fortuna do industrial russo Ivan Morozov, um magnata que montou uma coleção com cerca de 300 obras, entre as quais algumas de Cezánne (1839-1906).

Konowaloff afirma em processo interposto na terça-feira em um tribunal de Manhattan que "Madame Cezánne in the Conservatory", obra datada de 1891, foi roubada de seu bisavô em 1918 após a revolução bolchevique na Rússia.

O litigante reivindica que o quadro lhe seja entregue juntamente com uma compensação financeira, já que segundo ele foi ilegal "a aquisição, posse, mostra e retenção" do quadro pelo museu nova-iorquino.

Segundo o processo, o colecionador que doou o Cezánne ao museu conhecia a discutível procedência do quadro, e o Metropolitan não averiguou convenientemente a legalidade de sua propriedade no momento da aquisição.

O museu, um dos mais reconhecidos do mundo, negou categoricamente na quarta-feira as afirmações, e manifestou ter adquirido o retrato como um legado de Stephen Clark em 1960. "Durante esses 50 anos sempre fomos transparentes sobre a propriedade e a procedência do quadro, exibindo a obra e a completa história de sua propriedade", acrescentou a instituição.

No site do museu, é detalhado que a obra foi vendida em Paris em 1911 ao industrial russo Ivan Morozov por 50 mil francos, até que, sete anos depois, o quadro passou a ser propriedade de um museu de arte moderna em Moscou.

Em 1933, a obra passou às mãos do colecionador Stephen Clark, que enfim a doou ao Metropolitan. Essa não é a primeira vez que Konowaloff abre processo acusando uma instituição de ter em uma obra roubada em sai coleção.

Em janeiro de 2008, o herdeiro do industrial russo ameaçou processar a londrina Royal Academy of Arts por declarar-se o "legítimo proprietário" de várias obras expostas pela instituição. Em 2009, processou pelo mesmo motivo a Universidade de Yale com relação ao quadro "The Night Café", de Vincent Van Gogh.

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