O Museu de História Natural de Londres comprou um meteorito extremamente raro que, pesquisadores acreditam, pode ajudar a desvendar alguns mistérios da formação do sistema solar. Até o momento, os cientistas tinham acesso muito limitado à rocha, mas agora o museu vai disponibilizá-la para estudos.

Os primeiros especialistas a estudá-lo serão do laboratório da Nasa no Centro Espacial Johnson, em Houston, nos Estados Unidos.

A compra foi feita em Nova York, de um colecionador privado. Acredita-se que a rocha, de 4,5 bilhões de anos, pode valer até US$ 500 mil.

O meteorito, chamado Ivuna, caiu na Tanzânia há cerca de 70 anos. Ele teria 705 gramas e foi dividido em vários fragmentos. A maior parte das amostras se encontra em coleções particulares ou em poder do governo da Tanzânia.

O meteorito conteria a mesma matéria-prima do sistema solar, formado há 4,5 bilhões de anos. Dos 35 mil meteoritos conhecidos pelos cientistas, há apenas nove deste tipo.

Caroline Smith, curadora de meteoritos do Museu de História Natural, disse que este tipo de rocha "é muito suscetível a alterações na Terra".

"Mudanças na umidade, por exemplo, podem mudar a sua composição. Mas este meteorito é importante porque a sua queda (na Terra) foi relativamente recente e ele foi mantido em nitrogênio em um ambiente isolado pelas duas ou três últimas décadas", afirmou Smith.

Uma questão que o Ivuna pode ajudar a responder é como os elementos que constituem a vida chegaram à Terra.

Importantes componentes do chamado material pré-genético, os aminoácidos b-alanina e glicina, foram encontrados no Ivuna em um estudo em 2001.

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