Musa dos protestos estudantis do Chile, Camila Vallejo perde reeleição

Gabriel Boric é o novo presidente da federação estudantil após votação que contou com mais de 12 mil eleitores

iG São Paulo |

A carismática presidente da Federação dos Estudantes da Universidade do Chile (Fech), Camila Vallejo, perdeu as eleições na qual buscava mais um mandato à frente da entidade e ficou como vice-presidente, segundo os resultados oficiais.

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Camila, 23 anos, estudante de Geografia e militante do Partido Comunista, perdeu as eleições para seu principal rival, Gabriel Boric, do curso de Direito, que liderava a chapa Criando Esquerda, uma das outras oito que competiam na votação.

A contagem final deu a Boric um total de 4.053 votos, contra os 3.864 conquistado pelo grupo de Camila, Esquerda Estudantil, o que garantiu à ela a vice-presidência da federação. "Vencemos. Foi uma eleição justa", comentou Boric após ser proclamado presidente.

Camila liderou as manifestações que pediam educação pública, gratuita e de qualidade e conseguiu o apoio de setores sociais médios que se incorporaram aos protestos, iniciados em março.

No ano passado, os dois grupos também travaram uma disputa acirrada pela liderança da Fech, que terminou com a vitória da jovem por apenas 79 votos de vantagem.

Visto com maior interesse depois da mobilização nacional acerca da questão educacional, o pleito estudantil desse ano envolveu, inclusive, as pequenas faculdades que acabaram sendo peças importantes para a vitória de Boric.

Ele encampava a principal crítica sofrida por Vallejo que era a aproximação, promovida por ela, entre o movimento estudantil e a Concertación, coalizão de esquerda e opositora ao governo.

Durante sua campanha, o estudante assinalou que "a briga não é somente com a figura de Camila, mas também com o Partido Comunista".

Na segunda-fera, primeiro dia da votação, a jovem tinha terminado na frente, com uma diferença de 194 votos. Mais de 12,5 mil estudantes participaram da eleição, o que representa mais de 50% dos 24 mil que estavam aptos a votar, segundo o presidente do Tribunal Qualificador de Eleições, Mauricio Valencia.

Com AFP e Ansa

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