Munique (1972): Apesar do terror, Brasil comemora duas medalhas

Redação Central, 3 ago (EFE).- Nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, marcados pelo ataque do grupo terrorista palestino Setembro Negro à delegação de Israel, o Brasil pôde comemorar mais uma medalha no salto triplo, com Nélson Prudêncio, além de sua primeira no judô, com Chiaki Ishii, dando início a um histórico de sucessos na modalidade.

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Depois da prata na Cidade do México, quatro anos antes, Prudêncio ficou dessa vez em terceiro lugar, saltando 17,05 metros, bem longe do vencedor - novamente o soviético Viktor Saneyev -, mas o suficiente para garantir o bronze e manter a tradição brasileira de medalhas no salto triplo.

Se no atletismo uma tradição era mantida, outra surgia no judô, com o bronze conquistado pelo japonês naturalizado brasileiro Chiaki Ishii na categoria meio-pesado (até 93 kg). O país voltaria a se destacar nos torneios olímpicos da modalidade, principalmente a partir dos anos 80.

Em Munique, mantendo outra tradição, o iatismo voltaria a rondar o pódio, com os quartos lugares de Joerg Bruder e Jan Willen Aten na classe Star, e de Reinaldo Conrad e Buchard Cordes na Flying Dutchman.

Já um surpreendente quarto lugar foi conquistado pela equipe brasileira do revezamento 4x100 metros livre na natação, formada por Ruy Aquino Oliveira, Paulo Zanetti, Paul Becskehazy e José Roberto Diniz Aranha, em prova na qual o primeiro posto ficou com os americanos, que contavam com o fenômeno Mark Spitz, vencedor de sete ouros naqueles Jogos.

A delegação brasileira, composta por 90 atletas - a maior desde os Jogos de Helsinque, em 1952 -, teve este aumento graças às seleções de esportes coletivos, como basquete, futebol e vôlei, mas nenhuma dessas modalidades conseguiu bom desempenho.

Depois de dois bronzes e um quarto lugar, o basquete terminou apenas em sétimo, fechando a campanha com quatro derrotas nas últimas seis partidas. Já a equipe de vôlei, que contava com o futuro técnico e dirigente Bebeto de Freitas, ficou em oitavo entre 12 participantes.

No entanto, a maior decepção veio com o futebol. Mesmo contando com promessas como Falcão, Roberto Dinamite, Dirceu e Abel Braga, os brasileiros deram vexame ao perderem para Irã e Dinamarca, além de empatarem com a Hungria.

Além destes esportes, o país teve participação discreta no boxe, ciclismo, hipismo, levantamento de peso, remo e no tiro masculino e misto. EFE ev/plc

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