Mundo tenta conter o avanço da gripe suína

A gripe suína, a provável causa da morte de 152 pessoas no México, avançou ainda mais nesta terça-feira, com os primeiros casos confirmados em Israel e na Nova Zelândia, além de um segundo diagnóstico na Espanha, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que ainda é possível evitar uma pandemia.

AFP |

Um jovem israelense de 26 anos que retornou recentemente do México se tornou o primeiro caso confirmado da doença no país. Outro israelense também foi hospitalizado e está em observação.

Na Nova Zelândia foram confirmados três casos, mas as autoridades consideram que 10 pessoas podem ser portadoras do vírus da gripe suína. Todas estão sendo tratadas com o antiviral Tamiflu e foram isoladas em suas casas.

A Espanha confirmou o segundo caso, em Valencia, depois do primeiro que foi detectado em Almansa na segunda-feira, o que eleva a quatro o total de casos confirmados na Europa. Duas pessoas estão infectadas na Escócia, Grã-Bretanha.

No México, epicentro da doença, três novas vítimas elevaram a 152 o número de mortes prováveis causadas pelo vírus - 20 delas já oficialmente confirmadas -, segundo o ministro da Saúde, José Angel Córdova.

Nos Estados Unidos, com 44 casos diagnosticados, as autoridades da área da saúde já alertaram para a possibilidade de mais vítimas. O presidente, Barack Obama, pediu à população, no entanto, que mantenha a calma.

Os governos do México, dos Estados Unidos e do Canadá - país com seis casos confirmados - buscam uma estratégia comum para conter o vírus.

"Os três países concordaram em realizar reuniões periódicas de coordenação e de troca de informações científicas para enfrentar conjuntamente e com eficácia as atividades de prevenção e contenção", afirmou o ministro Córdova.

Ele revelou ainda que as primeiras suspeitas de que o vírus era de um novo tipo surgiram no estado de Oaxaca, sul do país.

Todo o planeta está em alerta pela doença.

As autoridades da Austrália anunciaram 70 casos suspeitos em praticamente todo o país. Alemanha, Áustria, Holanda e Hong Kong se uniram nesta terça-feira à lista de países com casos suspeitos.

Pacientes são mantidos em quarentena para exames no Brasil, Coreia do Sul, Chile, Colômbia e Peru.

Na China, o representante da OMS, Hans Troedsson, afirmou que o país não tem casos prováveis nem confirmados, mas que várias pessoas estão em observação com sintomas suspeitos.

Na segunda-feira, a OMS elevou o nível de alerta de 3 para 4 em uma escala que vai até 6.

"Isto significa que há um aumento significativo do risco de pandemia, mas esta ainda pode ser evitada", afirmou o número dois da organização, Keiji Fukuda.

"Em uma época na qual as pessoas viajam de avião muito rapidamente por todo o mundo, não há nenhuma região para a qual o vírus não possa se expandir", explicou.

"O vírus já se propagou e por isso fechar as fronteiras ou restringir as viagens não servirá de grande coisa para conter a propagação", completou Fukuda.

A Comissão Europeia também considerou prematuro limitar as viagens aos países afetados pelo vírus, mas vários países, como Grã-Bretanha, França, Itália, Holanda, Luxemburgo e Alemanha desaconselharam viajar ao México. O Canadá fez a mesma recomendação.

A agência de turismo britânica Thomas Cook, cotada na Bolsa de Londres, anulou todos os voos e operações no México durante uma semana.

Nesta terça-feira, as principais Bolsas europeias abriram em baixa, atribuídas pelos analistas à prudência dos operadores ante a propagação da gripe suína.

No México, onde 2.000 pessoas já foram atentidas por apresentar sintomas de gripe suína, das quais mais de 770 permanecem hospitalizadas, a população vive com o temor da epidemia. As aulas foram suspensas até 6 de maio.

bur-elg/fp

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