Mundo se mobiliza para ajudar o Haiti

A comunidade internacional se mobilizou nesta quarta-feira para enviar ajuda ao Haiti, devastado por um violento terremoto de 7 graus.

AFP |

O Papa Bento XVI apelou nesta quarta-feira à generosidade de todos ante a dramática situação no Haiti depois do terremoto que arrasou o país.

"Apelo à generosidade de todos, para que esses irmãos e irmãs que vivem momentos de necessidade e dor não fiquem sem nossa solidariedade concreta e o apoio eficaz da comunidade internacional", afirmou o Papa ao fim de sua audiência semanal no Vaticano.

A Igreja católica, acrescentou, já acionou suas instituições de caridade para responder às urgências da população haitiana.

O Reino Unido também se declarou preparado para enviar qualquer assistência necessária ao Haiti, segundo declarou o primeiro-ministro Gordon Brown.

"Estamos enviando um equipe do departamento para o Desenvolvimento Internacional para avaliar as necessidades humanitárias", declarou Brown.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, igualmente expressou sua profunda emoção pela tragédia haitiana e sua preocupação e solidariedade pelas vítimas.

"Com pavor e uma profunda emoção, o presidente soube do poderoso tremor que atingiu o Haiti e que faz temer inúmeras vítimas e uma importante destruição", afirma a presidência francesa em um comunicado.

O governo espanhol ofereceu 150 toneladas de material de ajuda de emergência para o Haiti, segundo a secretária de Estado para a Cooperação, Soraya Rodriguez.

A Comissão Europeia desbloqueou uma primeira ajuda de três milhões de euros (4,3 milhões de dólares) para socorrer a população atingida pelo terremoto no Haiti.

"Trata-se de uma primeira decisão", afirmou um porta-voz da Comissão Europeia, explicando que um especialista da comunidade foi enviado para o país caribenho para elaborar um relatório preciso sobre as necessidades imediatas.

Mais cedo, a União Europeia (UE) anunciou ter ativado seu sistema de gestão de crise para ajudar os haitianos, segundo informou o secretário de Estado francês para Assuntos Europeus, Pierre Lellouche.

"Colocamos em andamento em nível europeu todos os mecanismos de crise e ajuda para esse país vitimado", declarou à margem da reunião informal de ministros para Assuntos Europeus, organizada pela presidência espanhola.

O ex-presidente haitiano Jean Bertrand Aristide, exilado na África do Sul desde sua saída do país em 2004, lamentou as vítimas causadas pelo terremoto em seu país.

"Minha esposa e eu estamos com o povo de nosso país e lamentamos a morte e a destruição provada pelo terremoto. É uma tragédia inenarrável. Uma tragédia que deve incentivar em todos o máximo da solidariedade da compaixão humana", afirmou.

"Da África, berço ancestral do Haiti, enviamos nossas profundas condolências e nosso amor aos milhares de crianças, mães, pais, irmãos e irmãs que mais estão sofrendo", destaca em seu comunicado.

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