Mundo promete US$ 1,4 bi para infraestrutura da África

Por Shapi Shacinda LUSAKA (Reuters) - Governos ocidentais e agências multilaterais de crédito prometeram na segunda-feira 1,4 bilhão de dólares para ampliar a rede transporte e comércio no leste e sul da África, de modo a estimular o crescimento econômico da região.

Reuters |

Líderes africanos estão reunidos em Lusaka, capital da Zâmbia, para discutir planos e atrair verbas para melhorar estradas, ferrovias, portos e redes elétricas, o que serviria não só para tornar o comércio mais competitivo como também para melhorar a vida de milhões de pessoas.

Por esse plano, só a melhoria e manutenção das estradas exigiria um total de 7,4 bilhões de dólares ao longo de 20 anos.

"A África é um continente dotado de imensos recursos naturais, e mesmo assim continua sendo o lar dos mais pobres", disse o presidente zambiano, Rupiah Banda.

"O desenvolvimento de transportes, energia, aviação civil e de outras infraestruturas tem ficado para trás na África, e precisamos adotar uma abordagem que irá motivar a implementação dos setores privado e público."

A meta geral do projeto é reduzir a pobreza no continente mais pobre do mundo, que segundo as autoridades está sofrendo os efeitos da restrição global ao crédito.

O dinheiro prometido até agora seria fornecido pelo Banco Mundial, pelo Banco de Desenvolvimento da África, pela União Europeia e pela Grã-Bretanha.

As autoridades dizem que tais verbas seriam usadas para financiar novos projetos e para ampliar a infraestrutura já existente, o que inclui 8.000 quilômetros de estradas (equivalente à distância rodoviária Paris-Pequim), e para recuperar 600 quilômetros de trilhos ligando países do leste e sul do continente.

A reunião ocorreu no âmbito de uma iniciativa chamada Corredor Norte-Sul, que inclui vários países e três blocos comerciais regionais com o objetivo de acelerar sua ligação física, especialmente entre países sem acesso ao mar.

Quando estiver funcionando, o corredor irá ligar empresas de oito países --Tanzânia, República Democrática do Congo, Zâmbia, Malaui, Botsuana, Zimbábue, Moçambique e África do Sul.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG