Mundo prepara envio de ajuda para vítimas do terremoto no Haiti

Vários países e instituições internacionais já prometeram ajuda para as vítimas e envio de equipes de resgate depois do terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o sul da capital do Haiti, Porto Príncipe, na tarde da terça-feira. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que será necessária uma grande operação de ajuda para o Haiti.

BBC Brasil |

"Prédios e a infraestrutura foram muito danificados na capital. Serviços básicos como água e eletricidade entraram quase totalmente em colapso. Ainda temos que determinar o número de mortos e feridos, que, tememos, pode chegar a centenas. Instalações médicas estão lotadas de feridos."
"Não há dúvida de que estamos enfrentando uma grande situação de emergência e será necessário um grande esforço de ajuda", afirmou.

Estados Unidos
"Meus pensamentos e orações estão com todos os afetados pelo terremoto. Estamos monitorando a situação de perto e prontos para prestar ajuda ao povo do Haiti", afirmou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

O governo americano já anunciou várias medidas de ajuda. A Guarda Costeira americana afirmou que já "mobilizou navios de guerra e aeronaves para posições próximas ao Haiti, para a assistência humanitária que for necessária".

A Agência Americana para Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês) está enviando uma equipe de buscas e resgate de pelo menos 72 pessoas e seis cães.

Comunidades haitianas que vivem nos Estados Unidos - incluindo no sul da Flórida, onde podem viver cerca de 275 mil haitianos - também estão organizando suas doações.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou que os Estados Unidos vão "providenciar ajuda humanitária para os civis e militares".

França, Grã-Bretanha e Venezuela
A França, que tem ligações históricas com o Haiti e cerca de 1,4 mil cidadãos vivendo no país, está enviando dois aviões com equipes de resgate e ajuda humanitária. Um dos aviões partiu de Marselha e outro partiu da Martinica.

O governo da Grã-Bretanha afirmou que já tem um grupo pronto para ser enviado ao país, com uma equipe de 61 bombeiros se preparando para ajudar nas operações de resgate.

A Venezuela já informou que vai enviar um avião militar com alimentos, remédios e água potável, além de uma equipe de resgate com 50 pessoas.

O México, que tem experiência em operações de resgate após terremotos, está enviando uma equipe de médicos e de busca e resgate.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) já vai fornecer US$ 200 mil, um pacote de ajuda de emergência imediata que poderá ser usado para compra de alimentos, água potável, medicamentos e abrigos temporários.

O Banco Mundial, cujos escritórios no Haiti foram destruídos pelo tremor, planeja enviar uma equipe ao país para avaliar os danos.

ONU e Cruz Vermelha
A missão de paz da ONU no país (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, ou Minustah, na sigla em francês), informou que grande parte de seus funcionários continua desaparecida, depois do desabamento de seu prédio em Porto Príncipe.

Além dos 9.065 policiais e soldados no Haiti, a Minustah também conta com 488 funcionários civis internacionais e locais. Vários países que participam da missão de paz, incluindo o Brasil, China e Paquistão, já informaram que vão enviar ajuda.

Agências internacionais de ajuda também tinham escritórios e funcionários no Haiti. Com o tremor, estas agências já começaram a mobilização para ajudar o país.

A Oxfam, por exemplo, afirmou que já tem funcionários prontos, incluindo uma equipe de saúde pública, água e sanitarista, na capital haitiana.

Uma porta-voz da organização também informou que a Oxfam tem suprimentos de emergência à disposição no Panamá, que poderiam ser enviados ao país.

A Cruz Vermelha Internacional afirmou que está liberando fundos de emergência para as vítimas do terremoto. A organização já tem suprimentos no Haiti que podem ajudar cerca de 3 mil famílias durante três ou quatro dias e também está se preparando para enviar mais suprimentos a partir do Panamá.

O grupo humanitário francês Médicos Sem Fronteiras afirmou que muitas pessoas procuraram suas instalações em Porto Príncipe, mas o prédio que ocupava na capital haitiana foi muito danificado pelo tremor. Eles estão enviando mais funcionários para ajudar os que já estão no Haiti.

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