Aprovado no fim do mês de setembro, um novo conjunto de restrições estabelece que, em lugares públicos da Áustria, é proibido cobrir o seu rosto

Por causa de lei que proíbe o uso de burcas no país, o
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Por causa de lei que proíbe o uso de burcas no país, o "tubarão" foi preso pelas autoridades na capital da Áustria


O mascote da loja de produtos eletrônicos McShark, localizada na capital austríaca de Viena, estava em seu horário de trabalho quando foi surpreendido pela polícia. Usando uma fantasia de tubarão, o homem se recusou a retirar "a cabeça" da roupa quando as autoridades exigiram. Por isso, ele acabou sendo preso e agora terá que pagar mais de R$ 560 de multa para se livrar das acusações.  

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Por mais que o “crime” do tubarão possa parecer estranho, a atuação da polícia se baseou em um novo conjunto de restrições, aprovado na Áustria no dia 30 de setembro. Dentre as novas leis, está proibido no país europeu usar burcas e outros itens que escondam o rosto em espaços públicos e edifícios. 

Denunciado por um transeunte, o mascote estava apenas “fazendo seu trabalho”, como disse aos policiais, durante a inauguração da loja. Agora, com a nova lei, a empresa McShark foi afetada como um todo, e seus donos estão em busca de uma alternativa ao uso de fantasias, uma prática tradicional do estabelecimento.


"Nota: não leve essa fantasia para a próxima viagem à Viena", disse um internauta no Twitter.

Prisões inusitadas

Esta, porém, não foi a primeira vez que um conjunto polêmico de leis gerou prisões das mais inusitadas. Na Rússia, por exemplo, as leis anti-terrorismo têm causado controvérsias no país, e as discussões se intensificaram depois que Dmitry Uga, um professor de ioga, foi preso por  "atividade missionária ilegal" ao falar sobre a prática em um festival. 

Segundo informações do The Guardian , Ugay contou a repórteres que, no momento da prisão, além de não ser informado do que estava sendo acusado, os policiais ainda pediram para que ele assinasse um papel em branco – mas, o professor recusou.

Dois meses depois, quando as acusações já tinham sido retiradas, ele ficou sabendo sob quais alegações foi parar na cadeia e comentou: "Eu sou hindu, mas não faço atividade missionária. Me baseio em materiais universitários de estudo da filosofia indiana e não mencionei sequer uma organização religiosa no meu discurso", ele explicou, de acordo com o portal.

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Por mais que tudo tenha acabado bem para o professor de ioga, não sabemos como as autoridades austríacas vão lidar com a situação do "tubarão". De acordo com a mídia local, ele não foi o primeiro "transgressor" da nova legislação: também em Viena , uma ciclista foi multada por usar um cachecol ao redor de seu rosto.

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