Animais atravessaram pista para depositar ovos; passageiros norte-americanos usaram as redes sociais para relatar o caso com bastante humor

Alguns aviões ficaram mais tempo na pista para garantir que as tartarugas pudessem ser levadas em segurança
Reprodução/Everybody hates a tourist
Alguns aviões ficaram mais tempo na pista para garantir que as tartarugas pudessem ser levadas em segurança

Vários voos com saída do aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, sofreram atrasos na última sexta-feira. A parte inusitada da notícia é o que motivou tal atraso: dezenas de tartarugas em época de reprodução.

Leia também: Biblioteca "assassina" envenena, aos poucos, família no leste da China

Acontece que as tartarugas resolveram atravessar as pistas de pouso e decolagem para depositar seus ovos justo durante a tarde, quando diversos aviões estavam na pista.

Muitos deles ficaram mais tempo na posta para garantir que esses animais, da espécie diamante, fossem levados em segurança para fora das pistas. Ao todo, 40 pequenas procriadoras foram resgatadas na operação, que aconteceu depois das 16h45 – no horário local.

Em entrevista ao jornal norte-americano  Daily News , uma das autoridades portuárias do local, Cheryl Albiez, informou que apesar de estar na "temporada" desses animais foi "bastante incomum" eles "atravessarem o local nesta época".

Leia também: Rosa e branco ou azul e cinza? Roupa de ginástica cria nova polêmica na internet

Passageiros usaram as redes sociais para falar sobre o caso com bastante bom humor. "No momento preso no JFK pela única razão aceitável que um piloto já informou", escreveu o escritor Daniel Kibblesmith.

Poluição matou cerca de mil em 2016

Enquanto, nos Estados Unidos, um aeroporto – e, consequentemente, centenas de passageiros – atrasam suas atividades para preservar essas vidas animais, os banhistas do litoral norte de São Paulo não estão caprichando muito no cuidado com elas.

Isso porque, de acordo com dados divulgados recentemente pelo Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha, a poluição nessa região do estado causou a morte de cerca de mil quelônios, só em 2016.

Além disso, segundo o Instituto, só no primeiro semestre de 2017, cerca de 300 mortes já foram registradas.

Atualmente, o plástico, que demora de 300 a 400 anos para se decompor, é o material mais encontrado nos oceanos. Estima-se que, hoje, 8 milhões de toneladas de plástico sejam despejados no mar em todo o planeta.

Leia também: Feliz, suposto fantasma de condessa conversa com visitantes de castelo em Gales

Esses dejetos confundem as tartarugas e já são considerados um dos principais causadores de mortes.  Além do plástico, outros materiais também podem ser encontrados nos oceanos, colocando em risco a vida marinha. Exemplos dessa poluição são as pontas de cigarro, os tecidos e as latas de alumínio.

* Com informações da Agência Ansa.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.