Publicado em site de agência funerária, texto recebeu críticas por falar "mal de um morto" e publicação foi retirada; leia o polêmico obituário na íntegra

Responsável pelo obituário, filha de falecido defende seu texto e acredita que
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Responsável pelo obituário, filha de falecido defende seu texto e acredita que "seria ofensivo retratá-lo como ele não era"

Data de nascimento, data de morte e alguns elogios. Esse é o esperado para qualquer obituário. Entretanto, quando Leslie Ray Charping morreu no Texas, Estados Unidos, sua família achou que a honestidade seria mais importante do que bajular o falecido.

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Quando seu pai morreu, a filha de Charping ficou encarregada da tarefa de escrever um obituário . Seu texto, publicado e depois retirado do site da agência funerária, chamou atenção por apontar os erros cometidos por seu pai ao longo da vida. As palavras que ela escreveu falam por si próprias.

Leia na íntegra:

“Leslie Ray ‘Popeye’ Charping nasceu em Galveston em 20 de novembro de 1942 e faleceu em 30 de janeiro de 2017, que foi 29 anos além do esperado e muito mais tempo do que ele merecia.

Ainda jovem, Leslie logo se tornou um exemplo de mau pai combinado com doenças mentais, comprometimento completo à bebida, drogas, adultério e comportamento ofensivo. Leslie se alistou à Marinha, mas não de uma forma corajosa e patriótica e, sim, como parte de um acordo para evitar ser culpado por acusações criminais.

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Os hobbies de Leslie incluíam ser abusivo com sua família, garantir que os amados animais de estimação da família fossem para o céu, e pescar, atividade na qual ele era menos habilidoso do que as mencionadas anteriormente. A vida de Leslie não teve nenhum outro propósito óbvio, ele não contribuiu com a sociedade ou serviu sua comunidade, e ele não tinha nenhuma qualidade que o redimisse a não ser seu sarcasmo, que era agradável em seus dias de sobriedade.

Com seu falecimento, Leslie será lembrado apenas por aquilo que ele nunca fez: ser um marido e pai amoroso, e um bom amigo.

A morte de Leslie é a prova de que o mal realmente morre e esperamos que marque um período de cura e segurança para todos”.

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Alguns se incomodaram com a ideia de falar mal do morto, mas a autora do texto defende seu posicionamento. “Eu fico feliz por aqueles que não entendem, isso significa que você teve bons pais – por favor, valorize o que você tem”, disse ela.

“Eu peço desculpa a qualquer um que meu pai tenha ferido. Senti que seria ofensivo retratá-lo como não era. Esse obituário teve a intenção de ajudar a trazer fechamento porque não falar sobre violência doméstica não faz com que o problema desapareça”, completou.

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