Chimpanzé ficou viciado depois que frequentadores do local passaram a lhe dar uísque e cigarros; expectativa de vida da espécie é de 50 a 60 anos

Chimpanzé John se tornou viciado depois que jogadores do cassino começaram a lhe oferecer uísque, cigarros e charutos
Reprodução/LifeNews
Chimpanzé John se tornou viciado depois que jogadores do cassino começaram a lhe oferecer uísque, cigarros e charutos

Um macaco fumante que trabalhava em um cassino em Moscou, na Rússia, morreu aos 24 anos após sofrer um ataque cardíaco. O chimpanzé, que se chamava John, também fazia uso constante de bebidas alcoólicas. A expectativa de vida de um animal dessa espécie varia entre 50 e 60 anos.

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Segundo o jornal “The Mirror”, da Inglaterra, John foi levado ao cassino pelos donos do local para entreter os visitantes. Sua presença fazia grande sucesso no estabelecimento russo, principalmente pela interação com o público. Os problemas de saúde surgiram depois que os frequentadores passaram a oferecer uísque e cigarros ao chimpanzé , que logo se tornou viciado em álcool e tabaco.

Mesmo assim, os proprietários do cassino não só mantiveram John como “funcionário”, como também “promoveram” o bicho, que passou a atuar como croupier, nome dado ao profissional que dá as cartas aos jogadores e gira as roletas.

Reabilitação

Quando John começou a ficar com a saúde debilitada, foi levado em 2008 para o safari de Gelendzhik, também na Rússia , onde passaria por um processo de desintoxicação. Ao chegar ao zoológico, o animal foi mantido por um ano longe do público, já que estava bastante fraco.

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Chimpanzé fazia sucesso em cassino localizado em Moscou, na Rússia, por causa de sua interação com os frequentadores
Reprodução/LifeNews
Chimpanzé fazia sucesso em cassino localizado em Moscou, na Rússia, por causa de sua interação com os frequentadores

Em entrevista à imprensa britânica, o diretor do safari, Nikolay Mashinsky, informou que durante o período de exposição ao álcool e ao cigarro, o chimpanzé adquiriu diversos problemas de saúde, como diabetes, edema e dermatites.

“O sistema imunológico dele estava fraco. Ele tossia constantemente e, durante quase um ano, teve a temperatura corporal acima do normal”, disse Mashinsky.

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Em 2010, quando a saúde de John melhorou, ele foi novamente exposto ao público no safari. Apesar de o animal ter apresentado boa recuperação, não resistiu e morreu nesta semana, com metade do tempo de vida previsto para um macaco desta espécie.

Outros casos

John não foi o primeiro macaco viciado em tabaco. No fim de outubro, o jornal britânico “The Telegraph” noticiou o caso de um chimpanzé que se tornou atração em Pyongyang, na Coreia do Norte, justamente por ser fumante. De acordo com a reportagem, o bicho consome cerca de 20 cigarros por dia. A história provocou críticas por parte de ativistas ligados aos direitos dos animais.

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