"Adultos que querem mudar o próprio nome deveriam ter direito de fazer o que bem entendem", disse Benjamin Herbst

BBC

Autoridades da Dinamarca negaram o pedido de um homem que queria incluir a palavra "super-herói" antes de seu nome de batismo. Benjamin Preisler Herbst é dono de uma loja de brinquedos em Copenhague e diz que sua vida gira em torno dos personagens de quadrinhos.

O dono de loja de quadrinhos Benjamin Herbst (à esquerda) vestido como o Capitão América
Dare2 Mansion
O dono de loja de quadrinhos Benjamin Herbst (à esquerda) vestido como o Capitão América

"A palavra super-herói é um termo para uma figura não existente/ficcional", afirmaram as autoridades por meio da carta em que rejeitaram o pedido de Herbst, segundo o site de notícias Jyllands-Posten. "Não acreditamos que a palavra super-herói possa ser usada como nome de uma pessoa."

Mais de Mundo Insólito:
Vídeo de colegas de trabalho fazendo sexo no escritório viraliza na web
Homem anda 34 quilômetros por dia para trabalhar nos EUA

Recentemente, a Justiça francesa impediu os pais de uma menina de batizá-la de "Nutella", em alusão ao famoso creme de avelã com cacau, alegando que ela seria vítima de deboche.

Veja 15 monumentos bizarros pelo mundo:

Mas Herbst tem 26 anos e diz que adultos devem ser livres para tomar suas próprias decisões. "Eu entendo totalmente que menores de idade não devem ser batizados com nomes idiotas por seus pais", afirmou ele. "Mas acredito que os adultos que queiram mudar seu próprio nome devam ter o direito de fazer o que bem entendem."

Autoridades dinamarquesas já deram sinal verde a nomes poucos comuns no passado, incluindo "Varanda" para meninas, "Gin" – considerado unissex – e "Gandalf". E, para Herbst, "super-herói" também deveria ser permitido.

Mais de Mundo Insólito:
Pescador derrota crocodilo que engoliu sua mulher grávida
Mulher "com três seios" é presa por dirigir embriagada na Flórida
Sequestradores de ovelha pedem R$ 10 mil de resgate em Jundiaí, interior de SP

"Nós vivemos apenas uma vez, então por que as autoridades devem controlar a maneira como gostaríamos de ser conhecidos?", questionou. Herbst não se deu por vencido e planeja apelar contra a decisão. Para isso, pretende organizar uma petição virtual para ganhar apoio para sua causa.

Enquanto a aprovação das autoridades não chega, ele terá agora o desafio de escolher outros nomes, pois será pai de gêmeos em breve. "Eles não serão chamados de 'super-heróis' ou nada parecido. Não quero que sejam vítimas de bullying na escola por causa das minhas ideias bobas", diz ele. "Quero que eles próprios tenham o direito de mudar seus nomes quando estiverem prontos."

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.