Esposa de Gerardo Hernandez tinha medo de que libertação demorasse muito e que ela não pudesse mais engravidar

O espião cubano Gerardo Hernandez e sua mulher grávida Adriana Perez
AP Photo/Ramon Espinosa
O espião cubano Gerardo Hernandez e sua mulher grávida Adriana Perez

Um dos três espiões cubanos libertados pelos Estados Unidos na última semana foi recebido na ilha por sua esposa grávida. A inseminação foi feita a distância, enquanto Gerardo Hernandez continuava preso, que apareceu publicamente acariciando a barriga da mulher, Adriana Perez.

O senador Patrick Leahy contou, na segunda-feira (22), que a ajuda no envio de sêmen do espião para a inseminação artificial da esposa foi um dos capítulos de uma negociação de 18 meses que culminou no anúncio de que Washington e Havana voltaram a ter relações diplomáticas após 50 anos de hostilidade.

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De acordo com a Associated Press, o senador Leahy e sua esposa, a enfermeira Marcelle Pomerleau, encontraram a mulher do espião em uma das visitas à Cuba. Hoje com 44 anos, Adriana tinha medo de que não pudesse mais engravidar quando seu marido, na época preso na Califórnia, voltasse ao país. Segundo ela, Cuba havia negado seu pedido de visto para que pudesse visitar o marido.

"Ela fez um apelo pessoal a Marcelle. Tinha medo de nunca ter a chance de ter um filho", contou Leahy.

Apesar de visitas íntimas serem proibidas em prisões federais dos Estados Unidos, os assessores do Senador encontraram uma brecha que permitia a inseminação artificial.

Com a liberação, Hernandez poderá acompanhar o parto da filha, que é esperado para acontecer dentro de quinze dias.

* Com informações de agências de notícias

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