Americano reivindica território na África para 'fazer da filha uma princesa'

Por BBC Brasil |

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Jeremiah Heaton fincou bandeira em Bir Tawil, área desértica não reclamada por Egito e Sudão, para realizar sonho da filha

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Para atender o pedido da filha, um americano decidiu reivindicar um pedaço de terra em território africano e torná-la a "princesa" do local. Jeremiah Heaton viajou do Estado da Virgínia, nos EUA, à fronteira entre Egito e Sudão, no nordeste da África, onde fica uma área desértica de 2 mil quilômetros quadrados chamada Bir Tawil, que não é reclamada por nenhum dos países. Ali, fincou uma bandeira desenhada por seus filhos.

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AP
Jeremiah Heaton e sua filha de 7 anos, princesa Emily, mostra bandeira que sua família criou para tentar reivindicar um território na região de Bir Taw, leste africano

A ideia surgiu quando Emily, "em tom sério", perguntou ao pai se "algum dia se tornaria uma princesa". "Como pai, sabia que ela falava sério", disse Heaton à BBC. "Procurei pedaços de terra que não eram reivindicados por nenhum país e tive sorte de encontrar."

Para celebrar o sétimo aniversário de Emily, Heaton viajou a Bir Tawil, um dos poucos territórios não reivindicados do mundo, "para realizar o sonho" da filha. Em 16 de junho, ele fincou sua bandeira no território e nomeou-o Reino do Sudão do Norte.

Heaton diz também que fez uma solicitação oficial ao Egito e ao Sudão, mas nenhum deles respondeu até o momento. Sua próxima tentativa será com a União Africana. Ele argumenta que, ao longo dos séculos, muitos países tiveram sua soberania modificada pelo simples ato de fincar uma bandeira.

A diferença, diz, é que em geral isso acontece em atos de guerra. "Mas neste caso fundei uma nação por amor à minha filha. Iria aos confins da Terra pelos meus três filhos."

Emily, que passou a ser chamada de "princesa" por sua família e usa uma coroa o tempo todo, quer que seu "reino" se torne um centro agrícola - o que não deve ser fácil, já que Bir Tawil é uma região desértica e pobre em recursos naturais, um dos motivos pelos quais a área não tem sua soberania reclamada.

Para que o pedido de Heaton seja de fato oficializado, deve ser reconhecido por Egito, Sudão e também pelas Nações Unidas. De qualquer forma, Emily diz que "é muito legal" sentir-se uma princesa, mesmo sem saber quando visitará seu "reino".

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