Zoológicos humanos foram tentativa de legitimar a colonização

Por iG São Paulo |

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Não se tem mais notícia de pessoas expostas como se fossem atrações de circo, mas conceito de 'selvagens' permanece, como hotel que reproduz favela africana

Zoológicos humanos, travestidos sob o nome de "exposições étnicas", trataram seres humanos - especialmente tribos indígenas - como se fossem atrações de circo nos séculos 19 e 20.

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Um aldeia do Congo, então colonizado pela Bélgica, foi reproduzida na Feira Mundial de Bruxelas, em 1958. Foto: ReproduçãoOs Galibi, indígenas que vivem no Oiapoque, no Brasil, também foram capturados e exibidos em público . Foto: ReproduçãoLivro do começo do século 20 trata espécies humanas como atrações de zoológico. Foto: ReproduçãoVários indígenas, como os da tribo Nyambi mostrados em Paris, eram consideradas exóticas atrações para o público europeu. Foto: ReproduçãoMulher da etnia khoisa, tribo sul-africana com nádegas proeminentes, foi exposta na Europa no século 19. Foto: ReproduçãoO explorador Guillermo Farina abraçado a um menino-selvagem: pessoas como atrações de espetáculos bizarros. Foto: ReproduçãoÍndias kapong, da Indonésia, foram exibidas na Feira Mundial de Paris, em 1900, que marcou a inauguração da Torre Eiffel. Foto: ReproduçãoMulher da etnia achanti durante exibição humana na França. Foto: ReproduçãoCartaz do circo Robinson, cujos espetáculos de exibição de humanos reuniam milhares na França. Foto: ReproduçãoApresentar tribos como selvagens era uma das maneiras de legitimar, perante a opinião pública, a colonização. Foto: ReproduçãoPessoas como doenças raras, como o portador de hipercapilaridade Fedor Jefticheff, chamado de "homem cachorro", também eram atração de circo. Foto: ReproduçãoLocalizado em Bloemfontein, o hotel de luxo Emoya reproduz cenários de uma favela sul-africana. Foto: Divulgação


Vários países do hemisfério norte organizaram exposições cujos "números" principais eram desempenhados por humanos apresentados como selvagens. Um dos mais chocantes foi a reprodução de uma tribo congolesa, país então colonizado pela Bélgica, durante a Feira Mundial de 1958. Cercada de brancos, crianças negras recebiam alimentos "ocidentais" como se fossem animais.

Essas exposições, na maioria das vezes, tinham por objetivo legitimar a presença de países europeus em suas colônias.

Apesar de abandonar a exposição de humanos, parques temáticos até hoje utilizam o apelo dos "selvagens" em várias atrações. No ano passado, um hotel da África do Sul apresentou como diferencial o fato de reproduzir favelas do país em seus quartos.

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