Mundo festeja posse de Obama com emoção e aplausos

Os festejos pela posse de Barack Obama, nesta terça-feira, estenderam-se da aldeia queniana de Kogelo, onde nasceu o pai do novo presidente dos EUA, até a base americana de Camp Phoenix, no Afeganistão, passando por capitais européias como Madri e Berlim.

AFP |

Em Kogelo, mais de 3.000 quenianos e turistas se reuniram para celebrar, dançando e cantando, a posse do primeiro presidente negro da maior potência do mundo. Além disso, vários quenianos, procedentes da região do lago Vitória (oeste), tiraram o dia de folga para visitar a aldeia. Um lugar normalmente tranqüilo e rebatizado por seus moradores como "a capital local do mundo", Kogelo ficou quatro dias em festa.

"Obama reunirá o Quênia e os Estados Unidos e romperá esses muros de separação entre brancos e negros, entre as nações", disse Clyde Partin, um aposentado de 64 anos, de Ohio, bastante animado por "assistir à História de Kogelo".

A posse de Obama, transmitida ao vivo pelas principais emissoras de TV do Quênia, estimulou várias iniciativas em todo o país, em especial em Nairóbi, onde uma comédia musical sobre a vida de Obama estava programada para hoje à noite.

Mais de 2.000 pessoas se concentraram em frente a um telão, na Universidade de Nairóbi, gritando de alegria no momento do juramento presidencial.

Em Berlim, milhares de alemães e americanos foram à festa organizada pela "Democrats Abroad", uma associação de militantes do Partido Democrata no exterior.

"Sob (George W.) Bush, toda a fé que tínhamos nos Estados Unidos foi traída, mas essa noite eu me sinto, de novo, cheia de esperança", garantiu Dorothea Kieffel, uma secretária alemã, de 46 anos.

Em Madri, cerca de 650 pessoas se reuniram em um grande hotel da capital espanhola para acompanhar a cerimônia. Cada vez que Obama aparecia no telão, o público aplaudia. Quando prestou o juramento formal, a multidão não se conteve, gritando, aplaudindo e agitando bandeirinhas americanas.

Reuniões desse tipo também aconteceram em vários hotéis, em Londres. Além disso, a partir dessa terça, o famoso Museu de Cera de Madame Tussauds exibe uma reprodução de Obama, que poderá ser admirada gratuitamente por quem apresentar o passaporte americano.

Em várias cidades da França, como Argenteuil, uma localidade do subúrbio parisiense, centenas de pessoas se reuniram na frente de um telão instalado na prefeitura e saudaram a posse de Obama com uma salva de palmas.

Em Schiltigheim (leste), foi organizado um "Obama Day", com debates e um telão para acompanhar a festa.

Em Camp Phoenix, uma base militar dos EUA nos arredores de Cabul, os soldados americanos aclamaram e aplaudiram a posse de seu novo comandante-em-chefe.

"É um momento de orgulho para nós", declarou à AFP o general Steven Huber, comandante da base.

"Alguns pensavam que nunca veríamos um negro se tornar comandante-em-chefe. Agora isso aconteceu e nos dá muita alegria e um começo de esperança", comentou por sua vez o sargento Mike Byrd - ele mesmo, um afro-americano.

Transmissões semelhantes foram organizadas em outras bases americanas, tanto no Afeganistão como no Iraque.

Em Camp Liberty, base perto de Bagdá, Shawn e Carla Bruce, um casal de sargentos afro-americanos baseados no Iraque, assistiam de mãos dadas às imagens de Obama no Capitólio, enquanto lágrimas escorriam de seus olhos.

"Dediquei toda a minha vida ao meu país, que adoro, e agora estou muito feliz por ver um afro-americano se tornar presidente", declarou Shawn.

Perto de Basra, no sul do Iraque, descendentes de escravos africanos distribuíam doces e caramelos para comemorar a posse do novo presidente americano.

plh/tt/ap

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