Multinacional deu dinheiro para apoiar troca de reféns, diz senadora colombiana

BOGOTÁ - A senadora colombiana Piedad Córdoba confirmou que a multinacional Monómeros Colombo-Venezolanos fez contribuições para eventos de caráter filantrópico com o propósito de conseguir um acordo humanitário de reféns entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

EFE |

A parlamentar admitiu a vinculação econômica da companhia petroquímica com estas operações em um e-mail ao jornal colombiano "El Tiempo", que publica esta informação em sua edição de hoje .

"É certo que a empresa Monómeros Colombo-Venezolanos decidiu apoiar o processo de acordo humanitário em um valor cujo montante não estou em condições de especificar", reconheceu Córdoba, que os jornais "El Espectador" e "El Tiempo" afirmavam ser a destinatária das contribuições.

Os dois veículos de comunicação disseram nos dias 15 e 16 de agosto que a multinacional aprovou e destinou dinheiro para financiar atividades "chavistas" (do presidente da Venezuela, Hugo Chávez) na Colômbia e que, segundo o "Tiempo", somou US$ 135 mil.

No entanto, Córdoba esclareceu que "em todo caso (a contribuição) tinha a estrita finalidade de apoiar a realização de eventos culturais e de opinião pública em solidariedade com o acordo humanitário, pois o governo colombiano não ofereceu nenhum apoio efetivo para este custoso e complexo processo".

O processo entre a multinacional e os responsáveis dos eventos foi coordenado pelo colombiano Ricardo Montenegro (assessor da congressista), acrescentou a senadora, que disse que todas as atividades "aconteceram dentro da mais estrita sujeição aos cânones éticos e da prestação de contas".

Córdoba enviou a nota de Assunção, onde assistiu à posse de Fernando Lugo à Presidência do Paraguai, segundo ela mesma, e disse que voltará no sábado à Colômbia após uma visita à Argentina.

Negociação com Farc

De agosto a dezembro do ano passado Chávez e Córdoba exerceram papel de facilitadores de um acordo sobre reféns entre o governo do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e as Farc.

As gestões dos dois levaram os rebeldes a libertarem incondicionalmente, de janeiro a fevereiro deste ano, seis das pessoas que a guerrilha mantinha seqüestradas com finalidade de troca por 500 insurgentes presos.

Com estas libertações, caiu para 40 o número de prisioneiros, que foi reduzido para 25 no dia 2 de julho após a Operação Xeque do Exército colombiano, que levou ao resgate de 15 seqüestrados, entre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e três cidadãos americanos.

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