Multidão se mobiliza para posse de Barack Obama

Por Jeff Mason e Ross Colvin WASHINGTON (Reuters) - Barack Obama estava a caminho de fazer história nesta terça-feira como primeiro presidente negro dos Estados Unidos, em meio a uma onda de otimismo da população que ele precisará aproveitar para lidar com a pior crise econômica em 70 anos e com duas guerras.

Reuters |

Centenas de milhares de pessoas enfrentavam o frio e lotavam o Washington's Mall, que se estende por cerca de 3 quilômetros desde o Capitólio até o Memorial Lincoln, no rio Potomac, e pela avenida Pensilvânia até a Casa Branca.

Um mar de pessoas tomou o gramado do Mall, muitas delas agitando bandeiras norte-americanas, cerca de duas horas antes da posse de Obama. O democrata deve prestar juramento como 44o presidente dos Estados Unidos pouco após às 15h (horário de Brasília), substituindo o republicano George W. Bush.

"Isto está um caos agora", disse Judy Bailey, 42 anos, de Cincinnati, enquanto a polícia a afastava do local onde ocorrerá a cerimônia de juramento. "Mas é incrível estar aqui. É a história sendo feita".

A posse de Obama, que tem 47 anos e é filho de um queniano com uma mulher branca do Kansas, será cheia de cerimônias e de significados simbólicos para os afro-americanos, que durante gerações sofreram com a escravidão e com a segregação racial que os punha como cidadãos de segunda classe.

Algumas estimativas apontam para mais de 2 milhões de pessoas no Mall e no desfile da posse. A multidão entupiu o sistema metroviário da cidade e lotou os pontos de checagem de segurança.

A cerimônia acontece em meio a um inédito esquema de segurança. Cerca de 8.000 policiais e 32.000 militares estão envolvidos na proteção das autoridades e do público.

PACOTE ECONÔMICO

Pesquisas mostram um amplo apoio a Obama e um grande otimismo sobre os quatro anos de sua Presidência, apesar da recessão cada vez mais profunda que atinge um país com déficit de 1 trilhão de dólares e 11 milhões de pessoas desempregadas.

Bush, que também deixa as guerras no Iraque e no Afeganistão como legado, deixa o cargo após dois mandatos com recordes negativos nos índices de popularidade.

Obama, ex-senador de Illinois que venceu a eleição de novembro contra o republicano John McCain, ressaltou que a festa e a comemoração durarão pouco.

Na quarta-feira, ele começará a trabalhar pela tramitação do plano de estímulo econômico de 825 bilhões de dólares pelo Congresso.

Obama enfrenta enormes desafios -- a crise econômica global, as guerras no Iraque e no Afeganistão, o aquecimento global, o conflito em Gaza e as tensões entre Paquistão e Índia.

Obama e a primeira-dama Michelle, junto com o vice-presidente eleito Joe Biden e sua esposa, assistiram a uma missa na Igreja Episcopal de St. John antes de irem à Casa Branca para um café com a família Bush e o vice-presidente Dick Cheney e sua mulher.

O presidente eleito, aclamado por sua oratória empolgante, deve fazer seu esperado discurso logo após as 15h (horário de Brasília), com duração de cerca de 20 minutos.

"Ele vai falar que temos muitos desafios como uma nação, mas ele também vai lembrar que a América já enfrentou enormes desafios antes", disse seu porta-voz Robert Gibbs à CNN nesta terça-feira.

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