Mullen diz estar confortável com controle paquistanês sobre armas nucleares

Washington, 4 mai (EFE).- O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas, almirante Michael Mullen, disse hoje que se sente confortável com o controle que o Paquistão tem sobre seu armamento nuclear e que os Estados Unidos ajudaram na proteção das instalações.

EFE |

"Todos reconhecemos, obviamente, as piores consequências de que tais armas nucleares (caiam) sob controle dos terroristas", disse o almirante em entrevista coletiva.

"Não acho que isso vá ocorrer, mas é uma preocupação estratégica que todos compartilhamos", acrescentou.

Mullen, que retornou a Washington na semana passada após uma viagem que incluiu passagens pelos territórios afegão e paquistanês, indicou que o enfoque estratégico dos EUA está passando do Iraque ao Afeganistão.

O almirante disse em entrevista coletiva que está muito preocupado com os avanços dos talibãs na região e que os governantes no Paquistão "e no resto da região devem ser pacientes e persistentes".

"Estamos prontos para ajudar os paquistaneses em sua luta contra este nosso inimigo comum", disse o chefe do Estado-Maior.

Mullen acrescentou que Washington deve transferir sua atenção estratégica ao Afeganistão.

"Digo isso com pleno conhecimento de que ainda temos 136 mil soldados no Iraque, e de que a luta ali não terminou", afirmou o almirante.

O mais alto oficial militar nos EUA sustentou que seu país mantém seu compromisso com as operações no Iraque e permanecerá ali o tempo suficiente para garantir que os iraquianos "possam se defender".

"Entretanto, o Afeganistão foi uma operação com 'economia de forças' por muito tempo", acrescentou. "Os talibãs, com a ajuda da Al Qaeda e outros extremistas e com refúgios do outro lado da fronteira seguem recrutando (combatentes) por meio da intimidação, controlando por medo e avançando uma ideologia por sua brutalidade".

"Estou muito preocupado pelo progresso (dos talibãs) no sul (do Afeganistão) e dentro do Paquistão", contou Mullen. "As consequências de seu sucesso ameaçam diretamente os interesses de nossa segurança nacional na região e nossa segurança aqui, no país".

EFE jab/bba

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