Mulheres tiram a roupa para protestar contra eleição na Ucrânia

Ativistas do grupo feminista ucraniânio FEMEN tiraram a roupa para protestar neste domingo contra a manipulação do sistema democrático durante as eleições na Ucrânia.

iG São Paulo |


Ativistas protestam em local de votação / AFP

O protesto aconteceu em Kiev, capital da Ucrânia, logo após a abertura dos locais de votação para o segundo turno da eleição presidencial disputado entre o opositor pró-Moscou Viktor Yanukovich e a primeira-ministra Yulia Tymoshenko. Com gritos de "Este é o fim da democracia", as mulheres tiraram a blusa e foram expulsas do local de votação.

As ativistas disseram a jornalistas que estavam protestando contra o "fim da democracia'' na Ucrânia, e não especificamente contra Yanukovich ou a favor de sua rival, a primeira-ministra Yulia Tymoshenko.


Ativistas são retiradas de local de votação / AP

As ativistas do grupo FEMEN são conhecidas por seus protestos ousados, que geralmente atraem grande atenção da mídia local.

O grupo, formado em sua maioria por estudantes universitárias, chamou a atenção internacional em 2009 durante um protesto contra o turismo sexual da Ucrânia, no qual as ativistas marcharam pelo centro de Kiev vestindo apenas roupas íntimas.


Manifestante do grupo FEMEN brinca com policial / AFP

Segundo turno na Ucrânia

Ucranianos elegem neste domingo um novo presidente em uma disputa de segundo turno entre a primeira-ministra Yulia Tymoshenko e o líder de oposição Viktor Yanukovich que pode trazer uma nova rodada de instabilidade ao país.


Ucranianos vão às urnas neste domingo / AP

Analistas prevêem uma vitória apertada para Yanukovich, mas Timoshenko já ameaçou promover protestos, em um replay da "Revolução Laranja" de 2004, se considerar a votação injusta.

O resultado determinará a relação da ex-república soviética de 46 milhões de habitantes com a Rússia, que se deteriorou com o presidente Viktor Yushchenko, pró-Ocidente, e também definirá a velocidade da "europeização" do país.

Qualquer questionamento ao resultado eleitoral prejudicará a confiança na economia afetada pela crise e atrasar conversações com o Fundo Monetário Internacional, que suspendeu seu plano de resgate de US$ 16,4 bilhões após a quebra de promessas de controle de gasto público.

Na capital, que tradicionalmente é favorável a Timoshenko, reina um sentimento de frustração e cansaço. "Seria terrível votar em Timoshenko. Seria uma vergonha votar em Yanukovich," disse Natalya Zhuk, 27 anos. "Nada nesse país mudará nos próximos cinco anos".

Ambos os candidatos dizem querer aprofundar a integração com a Europa e também melhorar as relações com Moscou, mas Timoshenko é considerada mais entusiasmada com a União Europeia.

Candidatos votam

A primeira-ministra Yulia Timoshenko afirmou neste domingo que votou "por uma nova Ucrânia", enquanto seu adversário no segundo turno da disputa pela presidência, o líder opositor Viktor Yanukovich, disse tê-lo feito "pela estabilidade" do país.


Timoshenko deposita seu voto na urna / AP

"Votei por uma nova Ucrânia, uma Ucrânia maravilhosa e europeia, onde o povo viverá feliz", disse Timoshenko após votar em sua cidade natal, Dnepropetrovsk. Acompanhada do marido, Olexandr, e da filha, Eugenia, a candidata à presidência prometeu "servir à Ucrânia com toda a alma".

Yanukovich, que emitiu seu voto em Kiev, disse que luta "pela estabilidade" e "por uma Ucrânia forte". "Estou convencido de que o povo ucraniano merece uma vida melhor, por isso votei em mudanças boas, pela estabilidade e por uma Ucrânia forte", declarou ao deixar o posto eleitoral.


Yanukovich deixa a cabine de votação / AP

Ao contrário da adversária, Yanukovich votou sem a companhia família e cercado de deputados de seu partido. O líder opositor venceu o primeiro turno com 35,32% de apoio, contra 24,36% de Timoshenko.

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