Mulheres terão direitos iguais na sucessão ao trono britânico

Sucessão será definida pela ordem de nascimento, e não pelo gênero; monarcas também poderão se casar com católicos sem renunciar

iG São Paulo |

Reuters
Com nova regra, se príncipe William e Kate Middleton tiverem uma filha, ela poderá ser rainha
Os 16 países membros da Commonwealth (Comunidade Britânica), que têm a rainha Elizabeth como chefe de Estado, anunciaram nesta sexta-feira que os homens deixarão de ter preferência na sucessão ao trono britânico.

Segundo as leis de sucessão que datam de mais de 300 anos, o herdeiro do trono é o primeiro filho homem do monarca.

Apenas quando ele não tem filhos homens – como no caso do pai da rainha Elizabeth, George 6º - a coroa passa para a filha mais velha.

Com a decisão anunciada nesta sexta-feira, a sucessão será definida pela ordem de nascimento.

Além disso, os países da Commonwealth também retiraram uma medida segundo a qual o monarca tinha de renunciar à coroa caso optasse por se casar com uma católica.

“As atitudes mudaram fundamentalmente com o passar dos séculos e algumas das regras antigas, como a de sucessão, não fazem mais sentido”, afirmou o primeiro-ministro britânico, David Cameron, em Perth (sudoeste da Austrália), onde é realizada a 21ª reunião da Commonwealth.

“A ideia de que um filho homem mais novo deve se tornar o monarca no lugar de uma filha mais velha mulher, apenas porque ele é homem, ou a ideia de que um futuro monarca não pode se casar com alguém de fé católica...esse tipo de pensamento não está de acordo com os países modernos que nos tornamos”, acrescentou.

O premiê anunciou que a medida passará a valer para os filhos do príncipe Charles, primeiro na linha de sucessão ao trono britânico, e que só tem filhos homens.

“Em resumo: se o príncipe William (filho mais velho de Charles) e a duquesa de Cambridge ( Catherine Middleton ) tiverem uma menina, essa menina será nossa rainha um dia”, disse Cameron.

O primeiro-ministro afirmou que os 16 países trabalharão de forma conjunta para adotar as medidas que permitem implementar as mudanças, embora, por razões legais, o Reino Unido tenha que publicar primeiro esta legislação.

Com AP e BBC

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