Mulheres sofrem assédio coletivo no Egito, ao final do Ramadã

Cairo, 8 out (EFE).- Uma organização egípcia de defesa dos direitos das mulheres denunciou hoje um assédio sofrido na rua por várias mulheres, adultas e menores, por aproximadamente 100 homens, durante festejos do fim do mês de jejum muçulmano do Ramadã.

EFE |

O Centro Egípcio para os Direitos das Mulheres (CEDM) lamentou em comunicado o assédio coletivo que as mulheres sofreram na quinta-feira quando passeavam pela avenida da Liga Árabe, uma das principais do Cairo, no abastado bairro de Mohandisin.

A maioria dos acossadores era de adolescentes entre 14 e 18 anos, de um bairro humilde próximo a Mohandisin. Eles perseguiram, apalparam e rasgaram as roupas de suas vítimas.

Além disso, a ONG queixou-se de que o ataque coletivo foi favorecido por omissão das forças de segurança egípcias.

Após o incidente, pelo menos 38 jovens foram detidos. As mulheres foram chamadas a depor, mas ainda não se apresentaram à justiça, segundo fontes de segurança.

O CEDM destacou a importância de destacar policiais durante as festas para evitar que se repitam fatos como este, embora reconheça o trabalho do Ministério do Interior para deter os acossadores.

No ano passado, uma situação idêntica ao fim do Ramadã, quando centenas de adolescentes perseguiram as mulheres que passavam pelo centro do Cairo.

Segundo um estudo do CEDM, uma em cada três mulheres sofrem diariamente assédios semelhantes nos lugares públicos do Egito.

A humilhação mais comum - cerca de 40% dos casos - é de apalpar e se esfregar nas mulheres, especialmente no transporte público, seguido pelo assédio verbal que vai de alusões sexuais a insultos de todo tipo.

Perseguições, ameaças e tentativas de agressão também são fenômenos comuns no Egito. EFE ssa/jp

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