Mulheres são presas em Cuba após protesto por presos políticos

HAVANA (Reuters) - Dez mulheres cubanas foram detidas nesta segunda-feira, e depois liberadas, quando realizavam um protesto pacífico a favor da libertação de seus familiares presos por motivos políticos nas proximidades do escritório do presidente Raúl Castro. As integrantes do grupo Damas de Branco se reuniram na manhã de segunda-feira em um local próximo ao Palácio da Revolução, a sede do governo e coração político da Havana.

Reuters |

'Estamos aqui pedindo a liberdade dos presos políticos(...) Ou os libertam ou nos prendam', disse Laura Pollán, cujo marido, Héctor Maseda, cumpre pena de 20 anos de prisão.

As Damas de Branco, um grupo ilegal mas tolerado, é formado por mães e esposas de 75 opositores presos em 2003. Desde então, 20 deles foram postos em liberdade condicional por razões de saúde.

Policiais civis pediram que elas se retirassem do lugar, mas as mulheres, que vestiam camisetas com fotos de seus familiares presos, sentaram-se no chão, deram-se as mãos e gritaram 'Liberdade'.

Pouco depois, policiais femininas fizeram as manifestantes entrarem, a força, em um ônibus com placa do Estado. Algumas ativistas foram literalmente carregadas pelas pernas e braços.

(Reportagem de Esteban Israel e Marc Frank)

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