As mulheres são maioria no novo governo apresentado pelo presidente reeleito da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, que manteve os principais nomes da antiga formação e pela primeira vez na história do país terá uma mulher no ministério da Defesa.

"É o primeiro governo em que uma mulher está no ministério da Defesa, e é o primeiro governo em que há mais ministras do que ministros", afirmou Zapatero no Palácio da Moncola, sede da presidência.

A até então ministra da Habitação, Carme Chacón, irá para o ministério da Defesa, mas Zapatero continuará mantendo no gabinete pesos-pesados do seu antigo executivo, como a vice-presidente, Maria Teresa Fernández de la Vega, o chanceler, Miguel Angel Moratinos e o ministro da Economia, Pedro Solbes.

A nomeação de Chacón, de 37 anos, é a principal novidade, em um executivo que teve a saída, até agora, do ministro da Defesa, José Antonio Alonso, e do Trabalho, Jesúl Caldera, dois dos principais colaboradores de Zapatero.

Caldera se ocupará agora da criação de uma fundação que sirva como "think tank" de idéias socialistas, afirmou Zapatero em uma rápida coletiva de imprensa.

O novo executivo será ser baseado em três objetivos: crescer economicamente dependendo menos da construção e mais da pesquisa, enfrentar as mudanças climáticas de maneira integral e fazer uma aposta definitiva com toda a vontade política em favor da igualdade".

O chefe de Governo espanhol, grande defensor da paridade entre os gêneros, formou um governo com nove mulheres e oito homens, após prestar juramento neste sábado diante do rei Juan Carlos.

Entre as novidades do gabinete figuram um ministério da Igualdade, que será comandado por Bibiana Aido, de 31 anos, que terá como uma das missões a luta contra a violência de gênero, e um ministério de Pesquisa e Desenvolvimento, com a basca Cristina Garmendia, de 45 anos, à frente.

Zapatero, que foi investido como chefe de Governo por maioria simples na sexta-feira no Congresso dos Deputados, anunciou também a entrada de Miguel Sebastián em seu gabinete, um dos seus colaboradores mais próximos.

Sebastián, que foi conselheiro econômico de Zapatero, ficará no ministério da Indústria, substituindo Joan Clos.

Outras mudanças foram a união do ministério da Agricultura e Pesca com o de Meio Ambiente, formando o ministério de Meio Ambiente, Meio Rural e Marinho.

"A mudança climática vai ser um dos objetivos prioritários da nova legislatura e será tratado pelo novo grande ministério de Meio Ambiente", disse Zapatero.

O presidente assegurou que este gabinete "se forma para uma legislatura" de quatro anos, frente aos rumores que poderia reformar o ministério em dois anos.

Os ministros devem prestar juramento para seus cargos e, no caso dos novos, assumir seus ministérios na segunda-feira.

gr/fb/fp

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.