Mulheres removem mais tatuagens que os homens

Washington, 21 jul (EFE).- As mulheres tiram as tatuagens com mais freqüência que os homens, motivadas provavelmente pelos comentários negativos que recebem de outras pessoas, segundo um artigo publicado hoje pela revista Archives of Dermatology.

EFE |

Nos Estados Unidos, quase uma de cada quatro pessoas com idades entre 18 e 30 anos tem pelo menos uma tatuagem, indica o artigo da revista, que é uma das publicações da Associação Médica Americana.

"Apesar de 83% das pessoas que têm tatuagens estarem satisfeitas com suas marcas na pele, a popularidade e a prevalência das tatuagens freqüentemente significam que os dermatologistas escutam mais lamentos e pedidos de eliminação" delas, diz o artigo.

Calcula-se que um de cada cinco indivíduos com tatuagens está descontente com seus desenhos na pele, embora apenas 6% procurem o tratamento para tirá-los.

Myrna L. Armstrong, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Tecnológica do Texas, interrogou 196 pessoas que visitaram uma de quatro clínicas dermatológicas em 2006 solicitando a remoção de tatuagens.

Os 66 homens e 130 mulheres, com uma idade média de 30 anos, responderam a 127 perguntas de caráter demográfico, sobre o motivo pelo qual tinham recebido uma tatuagem e a razão que os tinha levado a pedir a remoção. Os resultados foram comparados com os de uma enquete similar de 1996.

"Nos dois estudos, o que ocorreu foi uma mudança na identidade, e a eliminação da tatuagem esteve vinculada com o desejo de se desvincular do passado", assinalou o artigo.

A enquete de 2006 encontrou ainda que a decisão de tirar a tatuagem era mais comum entre as mulheres que entre os homens. Cerca de 69% dos participantes da enquete foram mulheres.

"Apesar dos homens indicarem, da mesma forma que as mulheres, que com a passagem de cincos anos havia mudanças em seus sentimentos acerca das tatuagens, aparentemente, houve mais efeitos sociais sobre as mulheres", explica a publicação.

"O apoio social para as mulheres com tatuagens talvez não seja tão firme como é para os homens", concluíram os pesquisadores.

"Em lugar de se fazer ou manter tatuagens visíveis, é provável que as mulheres prefiram uma parte do corpo que podem cobrir, e assim controlam a exposição", completou a revista. EFE jab/rb/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG