Mulheres que sentem menos prazer ao comer são mais propensas à obesidade

Redação central, 16 out (EFE).- As mulheres que sentem menos prazer ao comer são as mais propensas à obesidade, risco que pode aumentar caso elas tenham uma variação genética associada a baixos níveis de receptores de dopamina no cérebro, diz um estudo de pesquisadores americanos publicado pela revista Science.

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Os cientistas das universidades de Yale e Texas e do Instituto de Pesquisa do Oregon chegaram a esta conclusão após medir por meio de uma ressonância magnética funcional a atividade cerebral em dois grupos de jovens mulheres enquanto ingeriam um milk-shake de chocolate e uma substância sem sabor.

Elas também foram submetidas a testes para detectar a presença de uma variação genética conhecida como Taq1A1, relacionada a níveis mais baixos de receptores de dopamina D2 no cérebro e a uma maior massa corporal.

A dopamina é o principal neurotransmissor dos circuitos de recompensa do cérebro, localizados no striatum dorsal.

Os resultados do estudo são inovadores porque é a primeira vez que se mede a resposta cerebral à comida para prever um eventual aumento de peso, segundo um de seus autores, a professora Dana Small, da universidade de Yale.

Os exames mostraram que as mulheres com massa corporal maior tiveram uma reação cerebral mais fraca que as magras ao beber o milk-shake de chocolate, uma indicação de que pessoas obesas podem tender a comer mais para contrabalançar a pouca recompensa que recebem.

Ainda segundo a pesquisa, um ano depois essas mulheres ganharam mais peso do que as que tiveram uma maior reação de prazer ao tomar o milk-shake, principalmente as que tinham a variação genética Taq1A1.

O estudo reforça a teoria de que uma resposta fraca ao se alimentar pode ser um fator de risco para a obesidade, embora não se descarte a possibilidade de que também seja uma adaptação ao fato de se comer mais, advertiu Small.

Segundo o autor principal do estudo, Eric Stice, do Instituto de Pesquisa de Oregon, os cientistas buscam agora possíveis meios até farmacológicos para corrigir este déficit nos níveis de recompensa para prevenir e tratar a obesidade. EFE ik/rb/rr

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