Mulher suspeita de terrorismo tinha lista com alvos potenciais em Nova York

Nova York, 13 ago (EFE).- A cientista paquistanesa Aafia Siddiqui, detida no mês passado no Afeganistão e transferida para os Estados Unidos para ser julgada, tinha uma lista com potenciais alvos de ataques em Nova York, informou hoje o jornal New York Post.

EFE |

Siddiqui, que estudou biologia no prestigioso Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT, na sua sigla em inglês), também tinha reunido informações detalhadas sobre armas químicas biológicas e radioativas.

Entre os possíveis alvos de Siddiqui estavam a Estátua da Liberdade, o Times Square e o centro de doenças de animais de Plum Island, em Long Island, diz o "New York Post".

O jornal afirma que o nome de Siddiqui já era conhecido pelas autoridades americanas, pois Khalid Sheik Mohammed, um dos mentores dos atentados terroristas do 11 de Setembro de 2001, nomeou a paquistanesa como um possível membro da Al Qaeda em Boston, mas ela desapareceu em 2003.

Siddiqui, de 36 anos, foi presa em 17 de julho na porta do gabinete do governador da província afegã de Ghazni após a Polícia encontrar em seu bolso papéis com instruções para fabricar explosivos e descrições da cidade de Nova York.

A suposta terrorista, extraditada este mês para os EUA para ser julgada, foi acusada na semana passada de matar um soldado americano e dois agentes do FBI (polícia federal americana) durante sua detenção no Afeganistão.

Siddiqui enfrenta acusações de tentativas de assassinato e de fuga ao tentar roubar uma espingarda de um soldado americano que a escoltava enquanto estava detida.

Segundo a imprensa americana, Siddiqui está envolvida com pelo menos 14 suspeitos de serem membros da Al Qaeda e que estão presos na base naval de Guantánamo, em Cuba. EFE bj/wr/fal

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