Mulher entrará com processo de reconhecimento de paternidade contra Lugo

Assunção, 21 abr (EFE).- A mulher que denunciou ter tido um filho com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, quando este ainda era bispo, rejeitou hoje uma proposta do advogado do chefe de Estado e anunciou que recorrerá à Justiça com um processo de reconhecimento de paternidade.

EFE |

Benigna Leguizamón, de 27 anos, rejeitou hoje a proposta do advogado Marcos Farina para que Lugo faça um teste de exame de DNA por vias extrajudiciais, para confirmar ou descartar sua suposta paternidade de um menino de seis anos, uma semana depois de ter assumido ser pai de uma criança de dois anos.

"Não muda nada", garantiu Leguizamón, que chamou o presidente de "desgraçado" após a reunião que teve com Farina em um hotel de Assunção. Ela mora em Ciudad del Este, a 330 quilômetros da capital paraguaia e na fronteira com o Brasil, onde reside em uma precária moradia.

O advogado de Lugo falou que o presidente está disposto a se submeter ao teste de DNA "dentro ou fora de um julgamento" e explicou que propôs a realização do exame em caráter privado para preservar a criança.

Leguizamón garante que o chefe de Estado paraguaio é o pai do segundo de seus quatro filhos, Lucas Fernando, nascido em Choré, no departamento de San Pedro, onde Lugo era bispo à época.

Além disso, a mulher afirma que se relacionou com Lugo quando tinha 17 anos de idade e foi até ele para pedir ajuda do bispo depois de ter se desentendido com o pai de seu primeiro filho.

Lugo, de 58 anos, assumiu há apenas uma semana a paternidade do filho de Viviana Carrillo, Guillermo Armindo Carrillo, nascido em 4 de maio de 2007, cinco meses depois de o presidente ter renunciado ao clero para se dedicar à política.

O novo escândalo que envolve o chefe de Estado paraguaio coincidiu ontem com o primeiro aniversário de sua vitória nas eleições para presidente do Paraguai, em 20 de abril de 2008, à frente de uma coalizão de amplo espectro ideológico.

A vitória de Lugo representou o fim de 61 anos de hegemonia do Partido Colorado no poder. EFE rg/bba

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